Wilson Mendes
Wilson Mendes

Thalita Silva Batista nasceu na quarta. Ela ainda não tem certidão de nascimento, mas seu nome já esta num registro de delegacia. A bebê ficou presa e teve a clavícula quebrada durante o parto, no Hospital Luiz Palmier, em São Gonçalo, e a mãe registrou queixa de lesão corporal. Cilene Batista, de 42 anos, alega que tudo aconteceu depois que trocaram a cesariana por um parto normal. A prefeitura garante que a paciente tinha condições clínicas para o parto. Especialistas explicam que a fratura é rara, mas que pode salvar a vida de um bebê com dificuldade para vir à luz.

— Eu cheguei na maternidade às 23h de quarta. Primeiro, a médica falou que eu só tinha 2 cm de dilatação e disse que faria cesárea. Depois de um tempo, outra médica veio e anunciou que eu teria parto normal, porque minha primeira filha nasceu de parto normal — explica Cilene, que deu à luz, antes, há 18 anos.
Segundo a prefeitura, a paciente entrou em trabalho de parto às 5h. A criança nasceu às 12h33m. “Não houve fratura por parte da equipe médica. A fratura na clavícula do bebê, de 3,6 kg, ocorreu naturalmente no parto normal”.

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— A fratura da clavícula é rara, mas existe. É um procedimento médico indicado quando não há outra forma de resolver uma distorção de ombro. Claro que isso se houver um problema durante o parto, afinal é um desfecho traumático. A criança precisa ser acompanhada por um ortopedista, mas em 15 dias normalmente tudo fica bem — explica o obstetra Antônio Braga, professor da UFRJ e da UFF.

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