Foto: Divulgação / Sintep
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O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso rebateu a informação divulgada nesta terça-feira (18) do Governo do Estado quanto ao reajuste salarial de 14,36% aos professores da rede pública estadual neste ano.

Conforme publicado no site oficial do Governo, foi concedido aos profissionais da educação o percentual de 7% previsto na lei de carreira e mais 7,36% a Revisão Geral Anual (RGA) aprovado pela Assembleia Legislativa. Segundo a nota, o secretário de Educação, Marco Marrafon, destacou que os servidores da educação tiveram em dois anos um reajuste salarial total de 26%. “Esse percentual leva em consideração a lei de carreira da categoria e o RGA concedido pelo Governo do Estado em 2015 e 2016.”

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Entretanto, o Sintep-MT contesta o valor anunciado pelo Governo do Estado e afirmou em sua página que o mesmo está tentando confundir a população ao divulgar erroneamente os valores quanto a reposição salarial. Segundo o sindicato da categoria, o equívoco está explícito quando o Governo informa quanto ao RGA, “já que nem mesmo os 2% da primeira parcela de RGA foram pagos,” informou a nota.

Assim, o Sintep-MT ressaltou que a inflação do período foi de 11,28% e neste ano, o Estado só irá repor 2%. “O que somado ao 7% de reajuste de maio, não recupera nem mesmo as perdas inflacionárias (11,28%), muito menos garante a dobra do poder de compra assegurada pela Lei,”.

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Segundo o Governo, mesmo concedendo todos os reajustes aprovados, a categoria ainda mantém a greve que já dura mais de 40 dias. Outro reinvindicação do servidores que se trata de concurso público já foi, segundo o Estado, no início do mês.

Quanto a Parceria Público-Privada (PPP), o Estado afirmou que fará adequações no escopo e nos serviços relativos ao projeto. “Entre elas, a construção de até 50 novas escolas, retirando da proposta o quesito reforma, ampliação e operacionalização”, pontuou Marrafon.

Com o embate, o sindicato destacou que a greve na educação continua.

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