Depois de vencer o GP da Bélgica de ponta a ponta, Nico Rosberg sorriu, pulou e vibrou no alto do pódio. Mas ao lado dele tinha alguém ainda mais feliz. Era seu companheiro de Mercedes, Lewis Hamilton. O britânico havia largado na última fila após ter extrapolado o limite de motores permitidos por temporada e conseguiu, após uma incrível corrida de recuperação, chegar em terceiro, atrás de Daniel Ricciardo, da RBR. Com o resultado, Hamilton chegou aos 232 pontos e evitou a perda da liderança do campeonato. Ele agora tem nove de vantagem sobre Rosberg. Após a corrida, o tricampeão ainda brincou, tentando imaginar como o parceiro de equipe deve ter se sentido ao saber de seu resultado:

– Não sei se o Nico ficou muito feliz comigo no pódio. Eu, definitivamente, estava. Muito! Imagino que o Nico tenha ficado feliz no momento da vitória, mas que tenha dito ‘Droga! Lewis chegou em terceiro!’ Isso era inimaginável no começo da corrida! – disse Hamilton.
Perguntado se teria ficado desapontado com o fato de ter descontado poucos pontos para Hamilton na briga pelo título, Rosberg adotou tom político e garantiu que não. E ainda projetou um bom duelo com o companheiro de equipe no GP da Itália do próximo fim de semana.

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– Não estou decepcionado. Estou feliz por ter vencido a corrida. Foi um grande fim de semana. O Lewis ter largado do fim do grid facilitou as coisas para mim. Foi ótimo para a equipe ele conseguir se recuperar e terminar em terceiro. Ele fez um grande trabalho. Foi um bom resultado para nós. Ele estará de volta no próximo fim de semana. Será empolgante – afirmou Rosberg.
Líder do campeonato, Hamilton chegou à Bélgica no limite das cinco unidades de potência permitidas pelo regulamento da Fórmula 1 por temporada. Ele escolheu Spa-Francorchamps para trocar o motor e forçar a penalização de posições no grid de largada, algo que seria inevitável até o fim do campeonato. O objetivo era minimizar o prejuízo de largar nas últimas colocações, já que o circuito é de alta velocidade e possui diversos pontos de ultrapassagem. Mas o resultado saiu melhor que a encomenda. Além da boa atuação, o britânico também contou com uma pitada de sorte para chegar ao pódio. Ele se beneficiou com a bandeira vermelha provocada pelo forte acidente de Kevin Magnussen, da Renault, logo no início da prova. Como era um dos poucos que ainda não tinha parado nos boxes, aproveitou a paralisação para trocar os pneus e logo pulou para as primeiras colocações.

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– Se me oferecessem o terceiro lugar antes da corrida, com todas essas penalidades, eu teria aceitado. Eu, realmente, não esperava! Eu não sabia o que seria possível, mas cheguei para a corrida com uma mentalidade positiva. Fizemos uma grande recuperação. Esprememos o carro até a última gota, como um limão. Não poderíamos ter feito mais que isso. Não acreditávamos que chegar em terceiro seria possível. No entanto, muitas coisas aconteceram na corrida que nos permitiram nos aproximarmos das primeiras posições – destacou.
Aproveitando uma brecha do regulamento, que não prevê acúmulo de posições perdidas para as etapas seguintes, o inglês e a equipe alemã aproveitaram para fazer estoque. Sabendo que Hamilton largaria da última fila, trocaram o máximo de peças possíveis ao longo do fim de semana. Ao todo, foram três MGU-H (sistema de recuperação de calor), três turbocompressores, dois MGU-K (sistema de recuperação de energia cinética) e dois motores à combustão (ICE). De quebra, ainda romperam o selo do câmbio, mas não o trocaram, só para poderem usar um novo na próxima prova, na próxima semana, na Itália, sem haver punição.

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– Era uma montanha íngreme para escalar, mas conseguimos, como equipe. Estou feliz e orgulhoso de todos. Era fácil cometer um erro ao mudar tantas peças, mas o pessoal fez um trabalho incrível e todos os três motores funcionaram perfeitamente.

No total, o britânico foi punido com a perda de 60 posições no grid de largada, mas começou em 21º (Fernando Alonso, da McLaren, não marcou tempo e largou em último) e não acumulou penalidades para as próximas etapas. Além disso, está com três motores novinhos para as oito corridas restantes, o que o deixa em boa condição para buscar o tetra. Rosberg, por exemplo, está no quarto motor e só pode fazer mais uma troca sem ser punido.

– Acho que agora eu tenho mais motores que os demais rivais, o que é ótimo. Estamos na briga nesta segunda metade da temporada – brincou.

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