Foto: Reprodução / Facebook
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O cantor e compositor mineiro Vander Lee morreu na manhã desta sexta-feira, 5, aos 50 anos de idade, em Belo Horizonte (MG). A empresária do artista, Rossana Decelcio, confirmou a informação ao EGO e informou que ele foi vítima de um aneurisma da aorta abdominal.

Em nota oficial, o Hospital Madre Teresa, onde ocorreu a morte, diz que o músico foi transferido de um outro hospital para a equipe de cirurgia cardiovascular da unidade na tarde desta quinta-feira, 4, com quadro de dissecção aguda de aorta com ruptura da coronária direita válvula aórtica e aorta ascendente. Ele passou por uma cirurgia mas não sobreviveu a uma parada cardíaca.

“Vander Lee passou por uma cirurgia para a correção total, que transcorreu sem complicações e o paciente foi transferido para o CTI pós-operatório, onde passou por episódio de arritmia ventricular seguido de parada cardíaca, passando por sucessivas tentativas de reanimação até evoluir para óbito às 08h desta data”, esclareceu o boletim.

Carreira e obra
Vander Lee se destacou mais como compositor do que como intérprete ao longo de sua carreira e já teve canções gravadas por grandes artistas da MPB, como Gal Costa, Alcione, Maria Bethânia, Fábio Jr., Fagner, Elza Soares, Elba Ramalho e Vanusa.

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Autor de sucessos como “Galo e Cruzeiro”, “Esperando Aviões”, Vander Lee – nascido Vanderli Catarina – tem nove CDs e dois DVDs gravados. Filho do violonista amador José Delfino Catarino, irmão da cantora e compositora Ivânia Catarina, o artista foi criado na periferia de Belo Horizonte, no bairro de Olho D’Água, e trabalhou como office-boy, gandula e goleiro no time de futebol Atlético Mineiro antes de entrar na carreira artística. Ele tinha três filhos: Laura, Lucas e Clara.

De acordo com o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, Vander Lee iniciou a carreira cantando em bares e festivais em Belo Horizonte e cidades do interior mineiro.

Em em 1997 lançou o CD “Vanderly”, seu primeiro disco solo, no qual interpretou várias músicas de sua autoria: “Subindo a ladeira” (c/ Rossana Decelso), “Outra manhã”, “Injuriado”, “Quem me dirá” e “Aversão brasileira”, entre outras.

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Em 1999, o produtor Nestor Sant’Anna o incluiu no disco “Sertão”, do violeiro Roberto Correa. Pouco tempo depois, Elza Soares o convidou para dividir o palco em turnê pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Belo Horizonte.

Em outubro de 2000, apresentou o show de lançamento do CD “No balanço do balaio”, no Teatro de Arena, no Rio de Janeiro, com a participação especial de Luiz Melodia.

Em 2002, Gal Costa gravou de sua autoria “Onde Deus possa me ouvir” no disco “Gal Bossa tropical”.

Em de 2004 lançou o CD “Vander Lee – Ao vivo”. Participou, ao lado de Rita Ribeiro, André Gabeh, Luciana Mello, Simoninha, Paulo Moura, Eliana Printes, Carlos Malta e Ney Matogrosso e Pedro Luís e A Parede, do show de lançamento do CD do “Projeto Novo Canto”, no Canecão, no Rio. Voltou a mesma casa para o lançamento do seu CD ao vivo, com as participações especiais de Alcione e Elza Soares.

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Em 2005 Leila Pinheiro regravou “Onde Deus possa me ouvir” no CD “Nos horizontes do mundo”. Fez show com Vanessa da Mata no Canecão. Neste mesmo ano voltou ao Canecão para o lançamento do disco “Naquele verbo agora”.

Em 2006 lançou o CD/DVD “Pensei que fosse o céu – Ao vivo” no qual contou com a participação especial de Zeca Baleiro na faixa “Passional”. No DVD foram incluídas ainda “Tô em liquidação”, “Chilique”, “Breu”, “No balanço do balaio” e “Galo e Cruzeiro”. Neste mesmo ano compôs e gravou “Valsa dos 70 anos”, em homenagem à Rádio Inconfidência, de Belo Horizonte. A faixa contou com arranjo de Mauro Rodrigues.

No ano de 2015 fez dois shows de lançamento do EP “Vander Lee”. No disco interpretou as inéditas “Nada por nada” e “Minha criança”, além de regravar de sua autoria a composição “Seu nome”, sucesso na voz da cantora Luiza Possi.

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