Um inquérito foi aberto pelo Ministério Público Estadual para apurar providências para a construção de uma nova unidade prisional no município de Nova Mutum (452 Km de Rondonópolis).  O promotor Henrique Pugliesi levou em consideração um relatório apresentado pela direção da cadeia pública, apontando superlotação.

No levantamento consta que o local tem capacidade para 65 detentos, mas, 142 estavam presos até o final de junho, dos quais 53 eram condenados. Para o promotor, a cadeia traz “imensos riscos” para a sociedade, pois “o risco de fuga em massa é constante (como ocorreu em 2015)”.

A carência de servidores também é um dos pontos que agrava a situação. Conforme Henrique, existe 15 agentes prisionais lotados na unidade, sendo que apenas três ficam no plantão para realizar rondas, atendimentos e escoltas local e intermunicipais.

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Na hora de abrir o inquérito o promotor também levou em consideração um relatório de fiscalização feito na unidade prisional pela Comissão Provisória dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

No relatório consta a “precariedade da estrutura” da cadeia atual, que não conta, segundo o documento, com alvarás do Corpo de Bombeiros e Vigilância Sanitária.

 O secretário estadual de Justiça e Direito Humanos, Marcio Dorileo, terá 30 dias para se manifestar sobre o assunto. Não foi informado, no entanto, prazo para conclusão do inquérito.

Em janeiro do ano passado, duas mulheres doparam dois agentes e 27 presos fugiram pela porta da frente da cadeia. 

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