Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Um novo estudo realizado por cientistas da Universidade Central de Medicina de Ohio, nos Estados Unidos, identificou a primeira evidência de uma forte associação entre genes ligados à cor dos olhos e o desenvolvimento do melanoma ocular.

Anualmente, cerca de 2.500 pessoas são diagnosticadas com essa doença nos Estados Unidos. Pesquisas anteriores sugerem que esse tipo de melanoma é mais comum em caucasianos (brancos) e olhos claros.

No entanto, os mecanismos genéticos do desenvolvimento desse câncer eram em grande parte desconhecidos. Os dados coletados sugerem que os fatores genéticos associados a pigmentação dos olhos e até da pele, podem aumentar o risco do melanoma ocular em uma pessoa.

Leia também:  Açúcar na infância: limites mais rígidos

“Esta é uma descoberta muito importante que vai orientar futuras investigações a explorarem as interações de genes pigmentares com outros fatores de risco genéticos em tumores não relacionados com a exposição ao sol, como o melanoma ocular”, diz Abdel-Rahman, PHD do Centro de Câncer do Estado de Ohio, no Estados Unidos.

Os pesquisadores analisaram amostras de mais de 270 pacientes com melanoma ocular. Ainda não há uma conexão clinica ligando esse tipo de tumor ao câncer de pele, porém neste estudo os investigadores procuram encontrar fatores genéticos compartilhados pelas duas doenças.

Foram verificadas 29 mutações genéticas hereditárias que estão relacionadas ao melanoma de pele, para que fosse possível determinar se há um risco associado ao melanoma ocular. Nesta análise foram reveladas que cinco mutações genéticas estão associadas ao risco de melanoma ocular.

Leia também:  Está trabalhando demais? Cuidado, seu coração pode pifar

“A predisposição genética para o melanoma ocular era considerada restrita a um pequeno grupo de pacientes com histórico familiar. Agora, os nossos dados mostram a presença de novos fatores de risco genéticos associados a esta doença em uma população geral de pacientes com melanoma ocular”, diz Kirchhoff, PhD do Centro de Câncer Perlmutter, da Universidade de Medicina NYU, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores esperam que os dados apresentados neste estudo possam gerar o financiamento nacional e internacional para realizar uma análise mais abrangente e organizada dos dados de genoma em grandes grupos de pacientes com melanoma ocular.

“Este tipo de colaboração é extremamente importante para entender os fatores de risco genéticos do melanoma ocular. Isto tem consequências importantes não só para a prevenção ou o diagnóstico precoce da doença, mas também para realização de terapias para os pacientes com a doença”, diz Kirchhoff.

Leia também:  Pular o café da manhã atrapalha a boa nutrição das crianças
Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.