Foto: Divulgação
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Sinalizando enfrentamento mais rígido ao tráfico de drogas em Mato Grosso, a Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Polícia Judiciária Civil, encerra o semestre com números expressivos em apreensões e prisões, resultantes de ações próprias e/ou conjuntas com outras unidades das forças de Segurança Pública.

Desde janeiro deste ano foram encaminhados à especializada 265 autos de prisão em flagrante delito (APFD) com envolvimento na venda de maconha, cocaína, pasta base e outras drogas ilícitas. Um total de 23 procedimentos de prisão em flagrante foi realizado diretamente pela DRE.

Nos primeiros seis meses do ano foram presas 367 pessoas na baixada cuiabana (300 homens e 67 mulheres), em ações de combate ao tráfico. Desse montante 58 suspeitos foram autuados diretamente em ações da DRE.

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A Delegacia Especializada de Repressão ao Entorpecente integra à Diretoria de Atividades Especiais (DAE) da Polícia Judiciária Civil e possui competência exclusiva nas investigações de tráfico de drogas em toda a região metropolitana e competência concorrente, no interior do Estado.

O delegado titular da especializada, Juliano Silva de Carvalho, explica que a demanda investigativa da unidade é crescente e envolve o avanço das investigações e um eficiente trabalho de inteligência policial. “Até junho foram instaurados 331 inquéritos policiais, 320 já relatados. A maioria conclusa com o indiciamento dos suspeitos envolvidos nas ações criminosas”.

Referente ao fechamento do primeiro semestre, o delegado avalia que os números sinalizam crescimento, que sobrepuseram desafios ocasionais enfrentados, como, por exemplo, a greve das categorias policiais no mês de junho. “Mesmo com a paralisação, as estatísticas foram positivas graças ao trabalho que teve início no mês de janeiro de forma intensificada, e que se mostrou eficaz até junho”.

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Foto:Junior Silgueiro / GCom- MT
Foto:Junior Silgueiro / GCom- MT

Rota de tráfico

Com uma vasta fronteira seca, o Estado de Mato Grosso exige complexidade no combate ao tráfico em razão da proximidade geográfica a países produtores de entorpecentes.

“A DRE, por meio de ações pontuais, atua também em outras frentes de trabalho, principalmente na região de fronteira, onde o tráfico tem intensidade maior. (…) Um exemplo é que Mato Grosso faz divisa com a Bolívia, país produtor de cocaína, e que acaba utilizando o nosso Estado como rota de tráfico, como corredor para distribuir o entorpecente a outras regiões do Brasil”, declara o delegado.

Operações

Dentre as diversas operações policiais desenvolvidas no semestre, o delegado Juliano Carvalho avalia como destaques dos últimos 6 meses, as atuações técnicas da operação “Rota Tripla” e “Poeira Branca”, deflagradas em abril. Nelas, os esforços resultaram no cumprimento de 36 mandados de prisão preventiva contra membros de duas organizações criminosas investigadas no tráfico de drogas interestadual.

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As quadrilhas tinham núcleos fornecedores de drogas na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia e são suspeitas de movimentar quantidade superior a 200 quilos de cocaína por mês, o equivalente a R$ 1,2 milhão.

Os criminosos atuavam no comércio de entorpecentes nos Estados de Mato Grosso, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pernambuco.

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