O furacão Earl, de categoria I, chegou na madrugada desta quinta-feira (4) à costa de Belize com ventos de 130 km/h e intensas chuvas. México, Guatemala e Honduras ativaram os alertas diante do risco de desastres por possíveis inundações.

O furacão chegou ao território próximo à capital de Belize às 6h GMT (3h de Brasília) desta quinta, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos.

Foto: Henry Romero/ Reuters
Foto: Henry Romero/ Reuters

“Estas chuvas podem provocar inundações repentinas e deslizamento de terra sobretudo nos terrenos altos. Para as zonas costeiras também há risco de inundações, especialmente nas zonas baixas”, disse em um comunicado a Organização Nacional de Gestão de Emergências de Belize.
Devido à ameaça do furacão, as autoridades de Belize suspenderam as operações governamentais não essenciais e fecharam os aeroportos do país, assim como os portos marítimos de carga e turismo, e anunciaram a abertura de refúgios.

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Earl aumentou sua força na tarde de quarta-feira de tempestade tropical a furacão categoria I, mas pode se degradar ao entrar em Belize com trajetória em direção ao México.

Guatemala oferece refúgio
Diante do risco de devastações maiores em Belize durante a passagem do Earl, o presidente guatemalteco, Kimmy Morales, ofereceu às autoridades do país “ajuda humanitária” e colocou à disposição abrigos que serão habilitados em zonas fronteiriças.
Enquanto isso, o chanceler guatemalteco, Carlos Raúl Morales, conversou com seu colega Wilfred Erlington, expressando a solidariedade de seu país para “ajudar as famílias de Belize que precisarem”, segundo um comunicado do governo.

Enquanto isso, na Guatemala, os departamentos de Petén (norte) e Izabal (nordeste) permanecem em alerta laranja pela possibilidade de aumento das chuvas, embora até a noite de quarta não tenham sido reportados incidentes provocados pelo Earl.

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“Mantemos um monitoramento minuto a minuto e são realizadas patrulhas em zonas vulneráveis. Foram detectados pontos altos para que a população possa evacuar diante de possíveis inundações”, explicou à AFP o coronel Nelson Tun, comandante da base naval em Puerto Barrios, em Izabal.
Sob uma chuva intermitente, a população desta localidade sobre o Caribe guatemalteco espera que os efeitos do Earl não deixem danos devastadores.
“Esta é a última lancha que sai (para comunidades vizinhas) até novo aviso”, afirmou Rafael Hicho, de 46 anos, membro de uma associação de navegadores no cais municipal do povoado costeiro localizado 230 km a nordeste da capital.

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