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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ampliou na sexta-feira (26) o seu legado ambiental ao criar a maior reserva marinha do mundo, lar de milhares de criaturas raras nas ilhas do noroeste do Havaí.
O anúncio de Obama mais do que quadruplicou o tamanho da área protegida existente, conhecida como Monumento Nacional Marinho Papahanaumokuakea, que passou a ter 1,5 milhão de quilômetros quadrados – cerca de quatro vezes o tamanho da Califórnia.

As águas são o lar de recifes de corais e centenas de animais que não são encontrados em nenhum outro lugar na Terra, incluindo uma nova espécie de polvo ‘fantasma’ descoberta neste ano e o organismo vivo mais antigo do mundo, o coral negro, com uma idade estimada em 4.265 anos.
Cerca de 14 milhões de aves marinhas voam sobre a área e fazem seus ninhos nas ilhas, incluindo um albatroz de 65 anos de idade chamado Wisdom. No local também vivem tartarugas-verdes ameaçadas e focas monge do Havaí, em perigo de extinção.

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O monumento marinho foi criado em 2006 pelo então presidente George W. Bush, e em 2010 foi declarado Patrimônio Mundial da Unesco.
“Ao expandir o monumento, o presidente Obama aumentou a proteção de um dos lugares mais significativos do planeta, biológica e culturalmente”, disse Joshua Reichert, vice-presidente da ONG Pew Charitable Trusts.
O Greenpeace também saudou o que chamou de uma “decisão corajosa”, que irá proibir a pesca comercial e a extração mineral na região.

O senador Brian Schatz, um democrata do Havaí, disse em um comunicado que a expansão vai criar “uma zona de segurança que irá repor os estoques de atum, promover a biodiversidade e combater as mudanças climáticas”.

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