secretaria de saúdeSegundo as definições do Protocolo da Vigilância do Ministério da Saúde, foram notificados 285 casos de microcefalia em Mato Grosso. Em comparação com a semana anterior, foram notificados mais 13 novos casos.

No total, 131 casos foram descartados após reavaliação do perímetro encefálico junto à curva de desenvolvimento infantil estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em consulta médica foi constatado que o perímetro estava dentro da normalidade e sem alterações do sistema nervoso central.

Os casos notificados de microcefalia estão distribuídos em 49 municípios de Mato Grosso. A orientação da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) é para que os municípios investiguem os casos para confirmação, de acordo com o Protocolo de Vigilância, e intensifiquem o acompanhamento dos casos pela atenção à saúde.

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Notificação

A equipe da Vigilância Epidemiológica da SES-MT esclarece que utiliza as definições vigentes no Protocolo do Ministério da Saúde para confirmar ou descartar os casos suspeitos. O Ministério da Saúde considera um caso confirmado após análise clínica radiológica e/ou laboratorial. De acordo com o protocolo, a investigação da causa da microcefalia é realizada somente nos casos notificados que apresentem características clínicas e/ou laboratoriais sugestivas de infecção congênita, para a identificação da infecção pelo vírus zika, entre outros agentes infecciosos.

O documento traz também orientações, como a definição de casos suspeitos de microcefalia durante a gestação, casos suspeitos durante o parto ou após o nascimento, critérios para exclusão de casos suspeitos, sistema de notificação e investigação laboratorial. Além disso, há orientações sobre como deve ser feita a investigação epidemiológica dos casos suspeitos e sobre o monitoramento e análise dos dados.

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Alteração do perímetro cefálico

O Ministério da Saúde mudou, seguindo recomendação da OMS, o critério para considerar bebês com microcefalia. A medida do perímetro cefálico em recém-nascidos passou de 32 cm para 31,9 cm em meninos e 31,5 cm em meninas. Em dezembro, o parâmetro para diagnóstico da doença já havia diminuído, passando de 33 cm para 32 cm. As alterações têm como objetivo padronizar as referências para todos os países e valem para bebês nascidos com 37 ou mais semanas de gestação.

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