O mês de julho do ano corrente registrou 431,69 mil bovinos abatidos no estado de Mato Grosso (MT). De acordo com o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) essa quantidade é o maior volume registrado desde janeiro de 2015. Mesmo com aumento no abate o setor passa por momentos delicados.

Com o período seco próximo a seu auge em MT, o bovinocultor tende a intensificar suas negociações com os frigoríficos, visto que a pastagem disponível já dá sinais de exaustão, e isso dificulta a manutenção do rebanho na área.

Os economistas do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) ressaltam que a suplementação se tornou mais cara neste ano, desestimulando a engorda de bovinos com “consórcio” pasto e cocho. Além disso, vê-se que nem mesmo o aumento na oferta de animais para o abate foi suficiente para alongar as escalas, inclusive, assim como ocorrera em 2015, plantas frigoríficas relataram o encerramento de suas atividades.

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“Vislumbra-se um momento delicado, e com a intensificação da seca, o consumo interno em queda e as margens apertadas, o cenário que se forma é nebuloso, gerando desafios para toda a cadeia produtiva” relata os economistas.

 

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