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Um levantamento feito pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), divulgado nesta segunda (29), revelou que a taxa de mortalidade masculina em decorrência do câncer de pulmão, fora reduzida. Porém, o mesmo não aconteceu com as mulheres, que tiveram um aumento desta taxa.

Entre os homens, a taxa de mortalidade era de 18,5 por 100 mil habitantes em 2005. Tal número caiu para 16,3 por 100 mil habitantes no ano de 2014, sendo que essa foi a primeira vez que a queda apareceu nas pesquisas. Tal redução se dá pela diminuição do número de fumantes no Brasil. Em 1989, 34,6% da população brasileira fumava, contra 14,7% da população em 2013.

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Já as mulheres passaram a taxa de mortalidade de 7,7 para 8,8 por 100 mil habitantes entre 2005 e 2014. Liz Almeida, gerente da Divisão de Pesquisa Populacional do Inca, explica que a epidemia do fumo entre as mulheres aconteceu bem depois dos homens, tendo seu auge na década de 70. Como o câncer de pulmão é uma doença que leva 20 anos para se desenvolver, a mortalidade feminina ainda está sob impacto do aumento do consumo do cigarro deste período.

Segundo a epidemiologista Mirian Carvalho de Souza, coordenadora da pesquisa, a taxa de mortalidade feminina em decorrência do câncer de pulmão não tem previsão de estabilização.

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