A Polícia Civil resgatou nesta terça-feira 18 pessoas que eram mantidas contra a vontade em uma clinica clandestina para recuperação de dependentes químicos, em Goiânia. Elas sofriam torturas e eram obrigadas a tomar medicamentos de uso controlado, segundo as investigações. O dono do estabelecimento e um funcionário foram presos.

O delegado responsável pelo caso, Sérgio Souza Arraes, disse que o dono da clínica, Bruno Volpato, anunciava o serviço de internação para dependentes químicos em redes sociais e cobrava entre R$ 500 e R$ 1 mil. A polícia só descobriu o crime após um ex-paciente denunciar o caso.

Foto: Vitor Santana/G1
Foto: Vitor Santana/G1

“Ele e o funcionário iam até a casa das famílias que os contratavam e buscavam os internos a força. Davam gravata, imobilizavam, davam remédio para acalmar. Tem relatos de pacientes que tiveram braço e costelas quebradas na chácara. Eram afogados e espancados para disciplinar”, disse. Ainda de acordo com as investigações, os internos era ameaçados para não contar sobre as agressões aos familiares.

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No local também foram entrados remédios de uso controlado, como calmantes e antidepressivos. A Vigilância Sanitária esteve no local e apreendeu os medicamentos. “Para que esses remédios fossem ministrados, era preciso que tivesse um médico e um farmacêutico presente, e não tinha nenhum profissional desse tipo lá”, disse o diretor de fiscalização da Vigilância Sanitária, Dagoberto Costa.

Além disso, o local não tinha nenhum alvará de funcionamento. “Ele disse que tinha esse centro terapêutico em Guapó e agora tinha vindo para Goiânia, estava começando e ainda ia contratar os médicos e solicitar os alvarás”, relatou Costa.
Diante das irregularidades, o centro terapêutico foi interditado por tempo indeterminado. Os internos serão entregues às suas famílias.
Os dois suspeitos vão responder por sequestro, cárcere privado e ministrar medicamentos de uso controlado sem permissão.

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