Foto: Joe Raedle/Getty Images North America/AFP
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Os moradores de Miami, na Flórida, se perguntam se o remédio não será pior que a doença quando avistam o pequeno avião que fumiga a zona afetada pelo vírus da zika com um pesticida que é proibido na Europa.

Desde a descoberta, há duas semanas, do primeiro surto de zika autóctone nos Estados Unidos, ocasionalmente uma aeronave sobrevoa o norte de Miami pulverizando um produto químico chamado naled, que mata o mosquito Aedes aegypti, vetor do vírus.

Na maioria dos casos, o zika provoca apenas sintomas leves, mas pode causar malformações congênitas em fetos de mães infectadas, como a microcefalia.
A esta preocupação agora se soma o receio ao pesticida usado pelas autoridades para tentar evitar uma epidemia.

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Foto: Joe Raedle/Getty Images North America/AFP
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“Não sabemos em que consiste nem o que faz, e não confiamos no governo”, diz à AFP Fermín González, um designer de 38 anos. “Saudável não acredito que seja”.

Alguns comerciantes de Wynwood, o bairro turístico de Miami epicentro do surto de zika, já começam a se organizar, e no fim de semana um grupo protestou contra os borrifos aéreos.
O naled é considerado por cientistas e ativistas como um neurotóxico que afeta também o sistema respiratório e pode estar vinculado à leucemia infantil.

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