Seis servidores do Departamento Estadual de Trânsito e um despachante foram presos na manhã desta terça-feira (23), em operação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva), da Polícia Civil.

A investigação da operação denominada “Falsários”, que cumpriu sete mandados de prisão temporária, teve o suporte do núcleo de inteligência da unidade e da Delegacia Regional de Cuiabá, na apuração de fraudes e corrupção praticados na Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Várzea Grande.

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Quatro dos funcionários são originários da Ciretran de Várzea Grande e dois foram presos no interior do Estado – um deles é o chefe da Ciretran de Rosário Oeste (128 km ao Norte) e outro, servidor da agência de Nova Mutum (264 km ao Norte). O despachante foi preso no bairro Terra Nova, em Várzea Grande.

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A operação teve o apoio da Coordenadoria de Fiscalização de Credenciados (Cfisc) e da Corregedoria do Detran-MT.

O delegado adjunto da Derrfva, Marcelo Martins Torhacs, que coordena a operação, informou que os presos são suspeitos de uma série de fraudes na inserção de dados no Sistema Informatizado (Detrannet) do Detran em troca de vantagens. “Para cada documento, recebiam entre R$ 150 e R$ 200. Montante significativo, uma vez que a prática é antiga, coisa habitual”, disse.

A investigação identificou irregularidades em diversos processos para emissão e regularização de documentos de veículos, que vão desde a montagem de processos faltando documentos ou com documentos errados, falta de vistoria ou sua realização via aplicativo WhatsApp, entrega de lacres para pessoas não autorizadas e auditorias fraudulentas.

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“Esse é um trabalho de investigação que vem desde o final de 2015 e não vamos parar por aqui. Hoje deflagramos a primeira parte dessa investigação para coibir um esquema criminoso que começa no roubo e furto de veículos, até esquentar documentos. É uma cadeia delituosa onde identificamos despachantes, servidores envolvidos em fraudes”, afirmou o delegado titular da Derrvfa, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira.

Os presos vão responder por crimes de associação criminosa, inserção de dados falsos no Sistema Informatizado do Detran, falsidade ideológica, corrupção passiva e ativa.

O presidente do Detran, Arnon Osny Mendes Lucas, reforçou a integração com a Polícia Civil, por meio da Derrfva, no processo de moralização do órgão. “Esse é um trabalho contínuo e qualquer irregularidade detectada será apurada imediatamente, dentro dessa parceria externa e também interna, por meio de levantamentos feitos pela Coordenadoria de Fiscalização ”, declarou.

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Os servidores responderão na Corregedoria do Detran processo administrativo disciplinar, que poderá resultar na demissão.

Os suspeitos presos em Cuiabá e Várzea Grande estão sede da Delegacia, para tomadas de providências.

Os mandados de prisão foram decretados pela 2ª Vara da Comarca de Várzea Grande.

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