O Conselho de Estado da França reverteu nesta sexta-feira (26) a decisão de algumas prefeituras de proibir o ‘burquíni’, o traje que algumas mulheres muçulmanas utilizavam para ir à praia nas cidades costeiras do país. A mais alta jurisdição administrativa francesa disse que os trajes não representam “riscos conhecidos” para a ordem pública.

Fethi Belaid/AFP
Fethi Belaid/AFP

A decisão, elogiada pelos representantes da fé muçulmana na França, deve se tornar uma jurisprudência para os cerca de trinta municípios que proibiram o traje. As autoridades foram acusadas de islamofobia, em um país que conta com uma numerosa comunidade muçulmana.

A decisão das prefeituras também provocou polêmica em nível internacional. Fotografias publicadas na terça-feira pelo “New York Times” que mostravam quatro policiais repreendendo uma mulher com véu em uma praia de Nice provocaram comoção. A imprensa alemã mencionou uma “guerra de religião” e o prefeito de Londres, Sadiq Khan, considerou que “ninguém deveria ditar às mulheres o que devem vestir”.

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Sem mencionar o termo “burquíni”, as ordens municipais exigem que as pessoas visitem as praias com vestimentas que respeitem “os bons costumes e a laicidade”, embora na realidade tenham como alvos os trajes de banho islâmicos.

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