Os agentes penitenciários de Mato Grosso se mobilizam e podem aprovar uma nova greve em assembleia que está marcada para esta quinta-feira (15). A categoria cobra do estado a efetivação de acordos que puseram fim a maior paralisação da categoria no estado que durou 33 dias encerrando no dia 3 de julho.

 Durante o período de greve a capital Cuiabá e outras cidades do interior de MT foram alvos de ataques ordenados por criminosos de dentro das unidades prisionais, que exigiam liberação das visitas de familiares aos presos.

 De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários (Sindspen), João Batista, não houve avanços concretos e os compromissos firmados na época com o executivo foram ignorados. “Nossa avaliação é que o serviço público está abandonado pelo governo. Já se fala em reforma administrativa com medidas que podem atingir diretamente ao trabalhador sem qualquer diálogo com os servidores”, explica o presidente.

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Na assembleia desta quinta,  o sindicato vai mais uma vez mostrar que não houve avanço em relação a uma das maiores reivindicações, que trata do concurso público. Conforme João Batista a única informação é de que a suposta empresa responsável pelo certame já teria sido escolhida.

Ainda conforme o presidente, outro ponto que não avançou trata da permissão para que agentes em horário de folga possam atuar em jornada voluntária, que resultaria no remuneração extra e contribuiria para amenizar a questão do escasso efetivo. A falta de equipamentos de segurança para a fiscalização de visitantes nas unidades prisionais, além da compra de coletes balísticos, para uso dos servidores, também não houve avanços e será reivindicado. O pregão para aquisição dos coletes deveria ter ocorrido na terça-feira (13), o que não aconteceu. Diante da situação, João Batista conclui que a greve não está descartada.

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