Foto: assessoria
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Preocupado com o número de colaboradores demitidos em plantas frigoríficas no estado, o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Frigoríficos, deputado estadual Ondanir Bortolini (PSD), o Nininho, esteve reunido no início desta semana com o superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Guareski; o representante da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), secretário adjunto de Agricultura, Alexandre Possebon; e com o membro titular da CPI dos Frigoríficos, deputado estadual Wagner Ramos (PSD). A pauta discutida na reunião foi a viabilidade de plantas frigoríficas entrar para o mercado de exportação de carne bovina in natura para os Estados Unidos.

Atualmente, no estado, apenas a indústria frigorífica da JBS localizada em Barra do Garças exporta carne bovina cozida enlatada para os americanos, o superintendente do Mapa falou sobre a abertura dos Estados Unidos para receber o produto brasileiro.

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“No início do mês de agosto, o governo americano abriu o mercado para o Brasil exportar carne bovina in natura, em Mato Grosso a indústria já exporta para a União Europeia, um mercado que possui exigência sanitária elevada, e nós cumprimos com os pré-requisitos, sendo assim, o estado possui plantas frigoríficas tecnicamente habilitadas para exportação aos Estados Unidos”, explicou o Guareski.

O representante da Sedec destacou a iniciativa do presidente da CPI, deputado Nininho, que busca uma solução para atrair o investimento para o estado, tendo em vista o número de pessoas que foram afetadas com o desemprego após o fechamento das plantas frigoríficas no em Mato Grosso.

“Em nossas conversas, o deputado Nininho sempre deixou claro que o papel da CPI é investigar a situação em que se encontra alguns municípios do estado depois do fechamento de algumas unidades, mas ele sempre ressalta o problema social, e quando falamos da possibilidade de Mato Grosso passar a exportar para o mercado americano, ele prontamente buscou saber os caminhos para inserir o estado”, destacou o superintendente.
Para Alexeandre Possebon, existem algumas etapas que devem ser cumpridas até que a indústria frigorífica do estado comece a exportação, mas deixou claro que a Sedec fará o possível para junto com o esforço do deputado Nininho, governo do estado e Ministério da Agricultura iniciar a atividade de exportação.

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“Uma das dificuldades apontadas é a questão de recursos humanos, o governo americano exige que os servidores responsáveis pela auditoria e inspeção sejam concursados, para isso, vamos precisar buscar profissionais como médicos veterinários e auxiliares concursados em prefeituras e no estado, vamos ter que interagir para conseguir alcançar os números necessários de profissionais habilitados para as auditorias”, alertou Alexandre.

Em Mato Grosso são 45 plantas frigoríficas com Selo de Inspeção Federal (SIF), destas 24 estão em funcionamento e 13 plantas frigoríficas estão em condições de serem habilitadas.
Segundo o deputado Nininho, essa é uma oportunidade para o estado habilitar o número máximo de unidades frigoríficas.

“Com a exportação da carne bovina in natura, ocorrerá o incremento na geração de emprego e renda. De acordo com orientação do Mapa, a indústria que abate terá também que desossar a carne. Com o mercado de exportação aberto para os americanos, vamos resolver parte do desemprego nas regiões afetadas com o fechamento de plantas frigoríficas, a matéria-prima será mais valorizada, e os benefícios, claro, chegarão aos pecuaristas”, articulou Nininho.

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