A 35ª fase da Operação Lava Jato foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (26) nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo e no Distrito Federal. De acordo com uma fonte, entre os 45 mandados judiciais expedidos alguns estão sendo cumpridos em Rondonópolis, mas nenhum nome ainda foi divulgado.

São 27 de busca e apreensão, três de prisão temporária, e 15 de condução coercitiva. O nome “Omertà” dado à nova fase da operação é uma referência ao codinome “italiano” que a Odebrecht usava para se referir a Palocci, que tem origem no país europeu. “Omertà” é como é chamada a lei do silêncio que impera na máfia italiana.

Leia também:  Vítima usa facão para se defender de assaltante em Santa Rita do Araguaia-GO

O ex-ministro Antonio Palocci (PT) foi preso em São Paulo nesta segunda-feira (26). Segundo a Polícia Federal (PF), ele “atuou de forma direta para propiciar vantagens” para a empreiteira Odebrecht quando estava no governo federal. Palocci foi ministro da Fazenda (2003-06) do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da Casa Civil (2011) do governo Dilma Rousseff. Ele será levado para Curitiba, onde estão concentradas as investigações da Lava Jato.

De acordo com a PF, o ex-ministro e “personagens de seu grupo político” foram beneficiados com vultosos valores ilícitos. Para a PF, foram identificadas negociações quando Palocci era ministro que acabaram por beneficiar a empreiteira. “Foi possível delinear as tratativas entre o Grupo Odebrecht e o ex-ministro para a tentativa de aprovação do projeto de lei de conversão da MP 460/2009 (que resultaria em imensos benefícios fiscais), aumento da linha de crédito junto ao BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] para país africano –com a qual a empresa tinha relações comerciais–, além de interferência no procedimento licitatório da Petrobras para aquisição de 21 navios sonda para exploração da camada pré-sal”.

Leia também:  Menor é apreendido por tráfico de drogas na avenida bandeirantes

Ainda de acordo com a PF, outro núcleo da investigação apura pagamentos efetuados pelo chamado “setor de operações estruturadas” da Odebrecht para diversos beneficiários. Eles são alvo de medidas de busca e condução coercitiva (quando a pessoa é levada para prestar esclarecimentos). “São apuradas as práticas, dentre outros crimes, de corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro”, informou a PF.

Para a PF, o nome também “remete a postura atual do comando da empresa [Odebrecht] que se mostra relutante em assumir e descrever os crimes praticados.” Os alvos de mandados de condução coercitiva serão levados às sedes da PF nas respectivas cidades onde foram localizados e serão liberados após prestarem esclarecimentos. Os detidos com prisão cautelar decretada serão levados à sede da Polícia Federal em Curitiba.

Leia também:  'Boneco Doido' acusado de vários homicídios em Rondonópolis morre após trocar tiros com PM

Na semana passada, durante a 34ª fase da operação, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega (PT) chegou a ser preso pela PF. Mais tarde, porém, o juiz Sergio Moro mandou soltar o petista.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.