Foto: assessoria
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O candidato a vereador, Carlos Naves (PSD), garantiu nesta semana – a última antes das votações do próximo domingo (2) que definirão os 21 novos legisladores e um prefeito para Rondonópolis – que defenderá na Câmara Municipal, a partir de janeiro, caso eleito, a efetivação do projeto do “IPTU Participativo”. A ação consiste na autonomia da população de cada bairro poder direcionar como quer os investimentos na localidade proporcionais e provenientes da arrecadação deste imposto.

Segundo Naves, a medida já era para estar em vigor, no entanto, como ficou restringida a uma medida de gestão acabou sendo descartada. A partir de agora, porém, o candidato quer oficializa-la em lei para que vire uma prática legal na cidade. “Ainda enquanto membro do partido anterior que eu estava, participei das discussões embrionárias do IPTU Participativo, mas elas acabaram não vingando, na prática, mesmo tendo sido uma promessa da campanha em 2012. Agora, quero lutar para torna-la obrigatória, sobretudo pelo valor democrático e de justiça que ela representa ao contribuinte”, considerou.

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Com experiência acadêmica e profissional no ramo contábil, tendo sido ex-superintendente da Secretaria Estadual de Fazenda – Sefaz, além de advogado, Naves diz que o Município não vive um mau momento em arrecadação, mas considera que o IPTU Participativo pode até mesmo ser um mecanismo para deixar perto de zero a inadimplência no âmbito local. O candidato, todavia, diz que o projeto requer a realização de audiências públicas e ações do tipo para que todas as novas regras fiquem claras à população.

“Eu não tenho dúvida alguma que quando o cidadão ver esta proposta virando realidade, com ele podendo votar junto a sua comunidade o que será feito com o imposto pago, ou seja, se o montante arrecadado em determinada região é de R$ 1 milhão, por exemplo, a população envolvida poderá definir se quer uma creche ou um PSF, dentro das prioridades elencadas em assembleia. Isto motivará as pessoas a recolherem seus tributos mais religiosamente. Obviamente que a cidade terá de passar por uma delimitação geográfica, onde conseguiremos delinear melhor o que cada região arrecada para saber o quanto poderá investir. Acho que este projeto será fantástico para a transparência”, disse.

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Por fim, o social-democrata avalia que tem feito uma boa campanha, calcada na discussão com as bases comunitárias e com lideranças diversas para que, projetos como o IPTU Participativo, deixem de ser promessas e virem rotina da cena política local. “Ocorre o seguinte: tem muita boa ideia surgindo por aí, mas a maioria delas, para virar realidade, necessita de coragem. O parlamentar tem que esbanjar ousadia porque nem sempre o que ele vai propor vai agradar a todos, mas o bem da coletividade tem que sempre falar mais alto. É nessa linha que pretendo atuar, tendo a ousadia como minha guia”, finalizou Naves.

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