As instituições que compõem o Comitê do Fogo reuniram-se esta semana para fazer um balanço das ações do período proibitivo deste ano e já deliberar ações para o próximo. A proposta é aperfeiçoar as parcerias com demais instituições estaduais, federais e municipais, e também com o setor produtivo, com o intuito de reduzir as ocorrências de incêndios florestais em Mato Grosso.

Conforme o secretário executivo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), André Baby, é primordial o início do planejamento com encaminhamentos que visem dar maior eficiência ao trabalho, especialmente na prevenção. Ele também destaca a importância da divisão de tarefas e de investimentos, para que não se concentrem apenas nas Secretarias de Meio Ambiente, Segurança Pública (Sesp) e no Corpo de Bombeiros. “Todos serão convidados a participar e somar conosco, inclusive o cidadão”.

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O balanço operacional realizado pelo Batalhão de Emergências Ambientais (BEA) durante o período proibitivo, de 15 de julho a 4 de outubro deste ano, identificou 523 ocorrências atendidas. Foram 7,7 mil hectares de área fiscalizada e 6,2 mil ha de áreas autuadas no estado. Desse total, cerca de 2 mil ha eram área de desmatamento ilegal e 355 ha de exploração seletiva. Foram apreendidos quatro tratores de esteira, dois tratores de pneus, dois veículos e 18 m³ de madeiras em toras.

Para o tenente coronel Paulo André Barroso, comandante do BEA, é importante reforçar as ações de prevenção, com treinamentos, formação de brigadas, campanhas junto às comunidades rurais e produtores, pois o custo para a sociedade é muito menor. “Apagar fogo mobiliza uma grande estrutura do Estado, com veículos, aeronaves, homens altamente capacitados, o que é inviável economicamente e todos nós pagamos essa conta indiretamente”.

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De 1º de janeiro a 4 de outubro, foram registrados 25,6 mil focos de calor em Mato Grosso. Embora na comparação com o mesmo período do ano passado o valor seja apenas 9,6% maior, esse total colocou o estado em primeiro lugar no ranking entre os nove estados da Amazônia Legal, seguido pelo Pará, que registrou 13 mil focos, ou seja, metade do total de Mato Grosso.

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