A mãe de Jéssica Miranda Flores, jovem que foi encontrada morta e ‘concretada’ em uma parede em Piracicaba (SP), disse que tinha alertado a filha sobre os riscos que corria por ser usuária de drogas. Segundo a empregada doméstica Cleusa Rosa Miranda, de 58 anos, a filha de 22 anos começou a usar entorpecentes há cerca de um ano e recentemente lutava contra o vício. “Ela estava até indo para igreja comigo”, afirmou.

Foto: Reprodução/Facebook
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Jéssica, que sonhava em fazer faculdade de jornalismo, mesmo tentando seguir o caminho da religião para se livrar das drogas se recusava a ouvir os conselhos, segundo a mãe. “Eu tentei interná-la, mas ela não aceitava. Eu cheguei a dizer: Jéssica, para quem mexe com drogas só existem dois ‘Cs’: cadeia ou caixão”, relatou a empregada.

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Antes de receber a confirmação de que o corpo achado no concreto de uma construção era o da filha, Cleusa e a família procuraram Jéssica durante cerca de um mês por toda cidade. A última vez que a empregada viu a filha foi na noite do dia 9 de setembro, por volta das 22 horas. A jovem estava na calçada perto de casa e prometeu à mãe que voltaria logo.
Jéssica não voltou para casa e foi vista no bairro Vila Cristina horas depois. “Disseram que a viram chorando no carro de um cara que era amigo dela”, contou Cleusa. Segundo a doméstica, depois disso a jovem também foi vista saindo de um bar e entrando no carro de um cadeirante que estava acompanhado por mais dois homens.

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Foto: Reprodução
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No dia seguinte, como Jéssica não havia aparecido, a família começou a procurar pela jovem. Em 23 de setembro, moradores do bairro Vila Cristina chamaram a polícia, pois havia um cadáver escondido dentro da parede de uma casa em construção. Conhecidos da família informaram Cleusa que o corpo poderia ser da filha dela. “Quando me disseram eu estava trabalhando e entrei em desespero na hora.”

Cleusa foi até o Instituto Médico Legal (IML) de Piracicaba e reconheceu as roupas da filha, mas ainda não se podia ter a certeza que era Jéssica, antes dos exames da perícia. “Eu ainda mantive a esperança de que aquele corpo não era dela”, lembrou. A confirmação só veio quando informaram a família que a arcada dentária era de Jéssica. “Infelizmente era ela. É uma tragédia”, lamentou.

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