Foto: Reuters/Carlos Garcia Rawlins
Foto: Reuters/Carlos Garcia Rawlins

O furacão Matthew, que atingiu o Haiti com uma força devastadora nesta terça-feira (4), deixou três mortos e destruiu dezenas de casas enquanto avança para Cuba. Milhares de pessoas tiveram que ser deslocadas, mas muitas delas se negaram a deixar seus pertences nas áreas mais vulneráveis.

O Haiti tem 10 milhões de habitantes – sendo 4 milhões crianças – e milhares de pessoas ainda vivem em barracas de campanha desde o devastador terremoto de 2010. Além disso, a erosão é muito perigosa devido às montanhas e o desmatamento.

O número de mortos chegou a três com a morte de um homem que estava sozinho em casa e que não conseguiu deixar o imóvel, destruído pelas ondas em Port-Salut, uma comunidade no sul do Haiti.
Também em Port-Salut, uma mulher doente morreu na noite de segunda ao não conseguir sair de casa para receber ajuda médica. E na sexta-feira, um homem faleceu quando naufragou a embarcação na qual ia com outros dois pescadores, que conseguiram chegar até à costa, no litoral sul.

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Foto: Andres Martinez Casares/Reuters
Foto: Andres Martinez Casares/Reuters

No total, 9.280 pessoas foram levadas para abrigar-se em escolas, igrejas e outros centros comunitários, disse Guillaume Albert Moléon, porta-voz do Ministério do Interior haitiano.
Por precaução, o governo de Cuba deslocou 316 mil pessoas na parte leste da ilha, consideradas em áreas de risco, e as abrigou em moradias particulares e abrigos. O governo desta ilha de 11,2 milhões de habitantes acionou o “alarme ciclônico” em seis províncias do leste.

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