Foto: Reprodução/TVCA
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A família do radialista Ademir Rodrigues, de 65 anos, morto por atropelamento nesse fim de semana em Cuiabá, teve que esperar quase 12 horas para que corpo fosse liberado do Instituto Médico Legal da capital. O motivo foi a falta de um par de luvas para fazer o exame de necropsia. A situação só foi resolvida depois que um hospital público da capital fez uma doação de luvas para o IML.
A Politec (Perícia Oficial Técnica) disse que comprou um lote de luvas para o IML de Cuiabá, mas só devem chegar na próxima semana.

As luvas são diferentes das usadas em cirurgia, explica o técnico em necropsia Jurandir de Oliveira, que tem 21 anos de experiência na área.
“A luva que nós utilizamos, a própria, ela vem até mais ou menos essa parte aqui [mostrando o antebraço], é um pouco mais espessa, grossa, e a gente utiliza duas luvas para cada procedimento, tem que pedir emprestado para realizar o serviço porque senão ia ficar o corpo para quando arrumasse”, disse.

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A morte ocorreu no sábado, quando o radialista tentou atravessar, fora da faixa, a Avenida Miguel Sutil, na capital. O corpo foi para o IML na tarde de sábado, mas só foi liberado na madrugada de domingo.
“É fazer a família sofrer duas vezes, três vezes. Esse é o desrespeito maior. A espera, a angústia, não saber o horário que se pode liberar, para fazer o velório, comunicar a família, os amigos. Esse é o maior desrespeito. É inaceitável que a gente tenha que convier com isso”, disse Odair dos Reis Silva, irmão da vítima.

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