O segundo turno para a eleição de prefeito na capital mato-grossense tem revelado alguns fatos que se comparados a eleição para o mesmo cargo de 2012 em Rondonópolis, pode revelar posições antagônicas de dois personagens importantes da recente história política do estado.

O segundo turno em Cuiabá, levou para a disputa, Emanoel Pinheiro (PMDB) e Wilson Santos (PSDB), até ai nenhuma novidade, mas um fato anda chamando atenção, o desprendimento e apoio financeiro dos partidos de Wellington Fagundes (PR) e Blairo Maggi (PP).

O fato é que em 2012, os dois líderes ainda militavam no Partido Republicano, Blairo migrou depois para o Partido Progressista. Neste ano Ananias Filho (PR) era o candidato dos dois à prefeito de Rondonópolis, e pelo que consta, mal recebeu apoio político e quiçá financeiro.

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Já em 2016, Emanoel Pinheiro que nem pertence ao partido de Fagundes e nem ao de Maggi, teve como maiores doadores justamente o PR e o PP. Estranho? Não! Estratégia dos dois tubarões da política mato-grossense e rondonopolitana, pois a derrota de Ananias em 2012, pouco significou para a carreira política dos dois, já a vitória de Pinheiro este ano significa a derrota do governador Pedro Taques (PSDB) e seu grupo político, o que fará um grande “bem” as pretensões de Wellington e Blairo para 2018.

Como diz o ditado popular, “Não existe almoço de graça”.

EM TEMPO

Ainda em 2016, Ananias Filho sofre com o desprezo do seu partido em Rondonópolis, já que como, praticamente, candidato único da sigla, não recebeu apoio de Fagundes e ainda teve o ex-deputado estadual, Jota Barreto (PR), apoiando para vereador um candidato de outro partido, resultado? Ananias amargou a segunda derrota definitiva e não conseguiu retornar para a Câmara de Vereadores.

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