Blitze em cruzamentos da cidade, policiais revistando ônibus, comércios fechados e escola sem aula. Esse foi o cenário em Franco da Rocha (Grande SP) na noite desta segunda-feira (17), após a fuga em massa de 55 presos do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico.Os internos fugiram no final da tarde desta segunda (17).

Segundo agentes penitenciários no local, os detentos quebraram a prisão, atearam fogo na ala masculina e fugiram por uma mata que cerca o local.Até às 23h desta segunda, 34 foram recapturados. A Polícia Militar segue com o trabalho de buscas. Uma blitz criava um trânsito incomum no bairro Vila Ramos, próximo ao centro de detenção.

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Policiais paravam quase qualquer carro e revistavam até os ônibus que passavam pelo local. A mesma cena ocorria na entrada da cidade. Perto dali, duas escolas estaduais dispensaram os alunos, segundo funcionários de um posto em frente.”Trabalho aqui há nove anos e rebelião grande assim eu nunca vi. Aqui para cima era para tudo estar aberto, comércio, bar, mas está todo mundo com medo”, diz o frentista Vanderlei de Freitas.

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Agentes penitenciários afirmaram que os detentos quebraram a prisão e fugiram pela portaria da unidade. A fuga teria sido motivada por uma decisão da direção de cortar os cigarros dos internos.

Usualmente, os detentos passam o dia no pátio de voltam para suas celas no final do dia. Porém, nesta segunda, eles se recusaram a voltar e pediram a presença do diretor da unidade para discutir a proibição do cigarro. Após o pedido ser negado, eles renderam os carcereiros e queimaram quase toda a ala masculina antes de fugir para uma região de mata que cerca o local.

A ala normativa, onde ficam os presos mais debilitados, e a feminina não foram atingidas pelo incêndio, que destruiu grande parte da ala masculina.

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Segundo a SAP, o tumulto foi contido por oficiais do Grupo de Intervenções Rápidas (GIR), que também realizaram uma revista nos internos e na unidade. Antes da fuga, ela abrigava 446 detentos.

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