Os agentes penitenciários de Mato Grosso vão paralisar as atividades a partir de segunda-feira (19) como forma de protesto contra o Governo do Estado. A decisão foi tomada em assembleia geral realizada na quinta-feira (17), na sede do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário de Mato Grosso (Sindspen), em Cuiabá.

A paralisação terá duração de cinco dias sendo que as visitas de familiares e advogados ficarão suspensas. A escolta de presos também não funcionará.

De acordo com o presidente Sindspen, João Batista, a categoria reivindica a realização de concurso público, a compra de fardamento (como coletes balísticos e viaturas), além de autorização para pagamento da jornada voluntária.

Para presidente do Sindispen, o Governo está “enrolando” a classe desde o ano passado. “Em setembro nos chamaram para uma reunião e se comprometeram, de novo, em atender as reivindicações, tanto que nós suspendemos uma greve programada para as eleições. Mas nada foi feito”.

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Segundo João Batista os agentes penitenciários estão com uma bomba na mão, porque o Governo investiu muito na Polícia Militar, ou seja, isso resulta em mais prisões e os agentes não estão tendo condições para atender essas pessoas. Com a greve, o sindicalista espera que o Governo atenda aos pedidos da classe.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) informou que todos as reivindicações dos agentes penitenciários já foram atendidas.

Conforme a assessoria, em reunião realizada na quarta-feira (16), entre gestores da Sejudh, Planejamento (Seplan) e Fazenda, o Governo assegurou recursos para a realização de concurso público. A assessoria afirmou que publicação do edital deve ocorrer dentro dos próximos dias.

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