Imagem: maquiagem orgânicaYou got mail! Remetente: o mundo da beauté. Destinatária: você. Assunto: amiga, reduza a velocidade! Essa é a mensagem que a tendência mais quente da beleza tem para te dar.

Faz sentido. Num mundo cada vez mais acelerado, ganha força a busca por um modo alternativo e consciente de consumir beleza e, consequentemente, de enxergar a vida. E ele tem nome e sobrenome: é o Slow Beauty. O movimento prega o consumo de cosméticos orgânicos produzidos em pequena escala, sem conservantes químicos, de composição simplificada, e muitas vezes vegano e cruelty-free, mas não apenas isso. É esse comportamento de compra aliado a um estilo de vida. “Há um approach holístico em que o corpo é pensado na totalidade, e a rotina de beleza é encarada como um ritual de spa”, explica a esteticista Roseli Siqueira, adepta da filosofia. “Não são esperados resultados estéticos imediatos. O maior valor está no que mais se aproxima do natural.”

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ENTENDA AS CLASSIFICAÇÕES

Os produtos orgânicos são a base do Slow Beauty. Mas, afinal, o que isso significa? “Segundo a Ecocert, órgão francês que regula cosméticos naturais, só pode levar a menção ‘orgânico’ no rótulo o produto que tiver entre 70% e 95% de ingredientes orgânicos, cujo cultivo é livre de agrotóxicos”, esclarece o farmacêutico Ricardo Garcia, da Formular Cosméticos [confira as regras para alimentos orgânicos abaixo]. As marcas de beleza do Slow ainda podem levar o selo “vegano” (sem ingredientes de proveniência animal), emitido pela Sociedade Vegetariana Brasileira, ou virem com o carimbo “cruelty-free” (não testados em animais).

PARABENO E SULFATO: POR QUE VILÕES?

Além de todas as bandeiras que levanta, o movimento rechaça ainda o uso desta dupla do mal. Quem justifica a pecha de vilões dos dois é Ricardo Garcia: “O parabeno, conservante superusado nos cosméticos, chega à corrente sanguínea e ativa os receptores dos hormônios femininos naturais nas células, que respondem como se estimuladas por estrogênios naturais. Resultado? Alterações hormonais”, esclarece. “Já o sulfato, detergente desengordurante de baixo custo presente nos xampus, retira não só a sujeira, mas também a lubrificação natural dos fios”, explica Cris Dios, tricologista e dona da rede de salões Laces and Hair. Sacou a vilania?

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E O HYPE DO HYPE É…

… o uso de ingredientes da cozinha nos cosméticos da penteadeira!
Os queridinhos da tendência são o óleo de coco (usado como balm labial e hidratante para cabelos danificados), o limão (adstringente power ótimo para xampus) e o café (um esfoliante natural). Bem, bom apetite para você. E para sua pele. E para seus cabelos…

A lista negra do movimento

Olho na embalagem! Eis os ingredientes que não entram na composição dos cosméticos do bem:

POLIETILENO: polímero que compõe microesferas muito presentes em produtos esfoliantes. Essas partículas têm se acumulado em rios e mares, uma vez que não são retidas em redes de tratamento de água.

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ÓLEO MINERAL: derivado de petróleo, uma fonte finita e de grande impacto ambiental. Precisa ser adequadamente refinado para que seu uso seja seguro em produtos capilares e cremes hidratantes.

QUERATINA ANIMAL: um dos ingredientes favoritos quando o assunto é cosmético capilar, é oriundo de fonte animal.

O selo que estampa as embalagens pra identificar os produtos orgânicos – reis do movimento!

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