Imagem: microcefalia
Foto: Marvin Recinos / AFP

A partir de agora, bebês cujas mães foram infectadas pelo zika vírus durante a gravidez, ainda que não apresentem sintomas no nascimento, serão acompanhados até os três anos de idade. Além da medida da cabeça, principal critério para notificação de microcefalia, outras malformações decorrentes da infecção serão investigadas. As mudanças foram anunciadas nesta sexta-feira pelo Ministério da Saúde.

Para grávidas, a recomendação de ultrassonografias durante o pré-natal aumentou para duas, numa tentativa de identificar alterações neurológicas em meio à gestação. Além do exame realizado no primeiro trimestre, ele passa a ser repetido por volta do sétimo mês de gravidez. Os repasses para esse atendimento, segundo o ministério, serão de R$ 52,6 milhões.

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As medidas foram anunciadas após um ano da declaração de emergência nacional por conta do aumento de casos de microcefalia registrados no Brasil e, de acordo com o governo, atendem às recentes evidências científicas sobre efeitos da infecção por zika na formação do bebê na gestação.

— Foi um ano de aprendizado e acúmulo de conhecimento. O Brasil acumula 25% de todo o conhecimento, das pesquisas desenvolvidas em todo o mundo — avaliou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Ele lembrou que, além da microcefalia, foram identificadas outras malformações como problemas na visão, na audição ou nos membros. As alterações podem ser observadas ao longo dos três primeiros anos de vida da criança.

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