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Foto: Internet

Um estudo apresentado neste mês no Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica em Copenhague, na Dinamarca, apontou um aumento no número de casos de câncer de mama gestacional, ou seja, em mulheres grávidas ou que estejam no ano seguinte à gravidez.

A pesquisa foi feita pelo Grupo Espanhol de Pesquisa em Câncer de Mama (Geicam) e indicou que uma primeira gravidez “tardia” – após os 30 anos de idade – pode favorecer o desenvolvimento da doença. Ainda, concluiu que metade dos casos de câncer gestacional é do tipo basal, o mais agressivo e difícil de tratar.

Segundo o oncologista Juan de la Haba, líder do estudo, qualquer tecido humano é formado por células que alcançam amadurecimento, ponto em que o DNA fica “muito mais seguro e resistente” a danos que pode ocasionar o surgimento de um câncer.

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“Quando a mulher fica grávida a partir dos 30 anos, essas células até então não maduras, são submetidas a um estímulo proliferativo, ou seja, do crescimento da mama e, se existe dano em nível celular, a gravidez pode atuar como estímulo à proliferação de células que estão danificadas”, diz ele à agência EFE. No caso da mama, o amadurecimento completo se daria na amamentação.

Engravidar cedo previne o câncer de mama?

Segundo a radioterapeuta Giselle Mello, radiologista especializada em mama do Fleury Medicina e Saúde, tudo o que podemos fazer para “ter um descanso dos estrógenos” nos protege. “Na gestação, há uma pausa hormonal, por isso você não menstrua. Isso, por si só, já é benéfico. Existem estudos ainda que apontam a lactação como uma forma de estender esse período e outros que afirmam que o próprio ato da sucção pode ajudar. É controverso? É, sim, mas tudo leva a crer que essa pausa é positiva. Infelizmente, o mesmo não vale para gestações tardias”, comenta.

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Na mulher, os estrógenos estão relacionados à preparação do útero para a reprodução e a determinação dos caracteres sexuais secundários, como o crescimento das mamas e o acúmulo de gordura em determinados locais do organismo.

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