Imagem: Juíza teria se deslocado mais de 460 km para julgar causa de traficante
Reprodução Internet

A juíza Olga Regina de Souza, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) foi condenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), após escutas confirmarem que a magistrada tinha uma relação pessoal com o narcotraficante Gustavo Duran Bautista, líder de um grupo criminosos responsável por exportar cocaína do continente Sulamericano para a Europa.

Os diálogos foram interceptados pela Polícia Federal na Operação São Francisco, que constatou o envolvimento, recebimento de valores e troca de favores da magistrada com o narcotraficante. Enquanto tramita uma ação penal contra a juíza na Justiça baiana, a magistrada foi condenada CNJ à pena de aposentadoria compulsória – punição máxima prevista na Lei Orgânica da Magistratura (Loman). A decisão tomada pelo Conselho na 241ª Sessão Ordinária desta terça-feira também será encaminhada ao Ministério Público.

Leia também:  Blitz nacional nos aeroportos conscientiza sobre regras da Anac

O voto pela aposentadoria compulsória foi dado pelo conselheiro do CNJ Norberto Campelo e seguido por unanimidade pelos demais membros do Conselho.

Na chamada “Operação São Francisco”, iniciada em agosto de 2007 pela Polícia Federal, apurou-se, por meio de interceptações telefônicas e mensagens eletrônicas, a relação da juíza e de seu companheiro, Baldoíno Dias de Santana, com o líder colombiano de uma quadrilha de tráfico internacional de drogas, Gustavo Duran Bautista. “Obrigada pelas uvas, estavam maravilhosas”, dizia uma das mensagens trocadas por Gustavo e Olga.

Imagem: traficante sendo preso com posse de drogas
Reprodução Internet

A relação entre as familias iniciou-se em 2001, quando a juiza inocentou o traficante em uma ação criminal em que ele foi preso em flagrante por tráfico de drogas durante uma inspeção realizada pela PF na Fazenda Mariad, de propriedade de Gustavo, devido a suspeitas de trabalho escravo. Para retribuir o gesto de Olga, em 2006 o narcotraficante teria dado R$ 14.800 para a magistrada, mas não chegou a completar o pagamento integral combinado porque foi preso

Leia também:  Agosto registra mais de 35,45 mil novas vagas de trabalho formal no país

Segundo relatos da polícia incluídos no voto, em 2006 Gustavo adquiriu uma fazenda na Bolívia, local em que a cocaína apreendida ficou armazenada, e uma no Uruguai, no valor de US$ 3 milhões, onde desembarcou a droga apreendida. Em 2007, foram presos no Uruguai sete pessoas, entre elas Gustavo Duran, que descarregavam 500 quilos de cocaína pura em Montevidéu de uma aeronave de Gustavo.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.