O senador José Medeiros (PSD-MT), durante pronunciamento ocorrido nesta quinta-feira (10.11), mostrou-se bastante preocupado com a situação da segurança pública no Brasil e reconheceu que o país enfrenta sérios desafios no combate à violência. “Entendo o desafio. O Brasil é imenso. Imagino o desafio de tratar a segurança pública deste País com essa imensa fronteira, tanto por água quanto por terra. Só em Mato Grosso, por exemplo, são mais de 700 quilômetros de fronteira seca aberta com a Bolívia”.

Para José Medeiros, o país precisa tomar uma decisão sobre que tipo de política de segurança pública vai adotar: se preventiva ou repressiva. “Não podemos ficar parados”, alertou. Ao citar o estado de Mato Grosso, que sozinho tem quase duas vezes o tamanho da França, o senador disse que, pela fronteira do estado, carros roubados em todo o Brasil são levados para a Bolívia e entram armas de grosso calibre, além de drogas.

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Durante o discurso, o senador afirmou que o índice de solução de homicídios no país é muito baixo e, para mudar isso, é preciso dar uma melhor estrutura às polícias. Ele disse que o Brasil poderia copiar modelos de outro país para melhorar esse índice e reclamou que também as leis existentes deixam, no brasileiro, uma sensação de impunidade. “Enquanto não tomamos decisão alguma, essa encruzilhada nos mata. Que se tome algum caminho, mas não podemos ficar parados. Por isso, precisamos que o Ministério da Justiça possa se debruçar sobre um grande plano de segurança nacional. Já tivemos outros que não saíram do papel e hoje temos ainda outra dificuldade: o país está sem dinheiro”, disse.

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Visão – Medeiros fez um apelo ao presidente Michel Temer, que já estaria trabalhando uma possível troca no Ministério da Justiça, para escolher um ministro que tenha uma visão de Brasil como num todo. “É uma pasta para a qual o detentor tem que ter estofo, tem que ter tamanho, para poder conversar com todas as áreas do governo e também do Judiciário, do Ministério Público, e, acima de tudo, saber conduzir os diversos órgãos que compõem o sistema de segurança do Brasil”, enfatizou.

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