O governador Pedro Taques (PSDB) foi destaque no Blog Lauro Jardim, do jornal O GLobo, neste domingo (20), onde o tucano havia sido citado por um delator em uma denúncia de caixa 2.

A acusação é de Taques teria recebido R$ 2,5 milhões por fora, em caixa dois, para a sua campanha ao governo do estado em 2014. A informação consta na proposta de delação premiada apresentada por Pedro Nadaf, chefe da Casa Civil de Silval Barbosa (PMDB), ex-governador do estado.

A negociação está avançada e a colaboração deverá ser assinada com a Procuradoria-Geral da República até o fim do mês. Nela, Nadaf conta que um operador que servia ao PMDB e a Nadaf também atuou em 2014 para o então pedetista Taques.

Pedro Taques negou que tenha tido caixa dois e sua assessoria emitiu nota sobre o assunto, veja na íntegra.

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1) Pedro Taques nunca teve militância ou qualquer outra relação política com Pedro Nadaf, que é réu confesso investigado nas operações Sodoma, Seven e Sodoma 2, por envolvimento em crimes de corrupção no governo Silval Barbosa. Portanto, a eventual citação do nome do governador, caso seja confirmada, não passa de uma tentativa sórdida de envolvimento de um adversário político em crimes que Pedro Taques sempre combateu, seja durante seus 15 anos de atuação no Ministério Público Federal, seja no exercício do mandato de Governador de Mato Grosso.

2) Até onde se sabe oficialmente, a delação de Pedro Nadaf ainda aguarda homologação da Procuradoria Geral da República e do Poder Judiciário, e corre em Segredo de Justiça, o que dificulta esclarecimentos pontuais, uma vez que o governador não tem conhecimento do teor da referida delação.

3) O governador antecipa que ingressará com medidas judiciais cabíveis para ter acesso ao teor da delação, uma vez que o documento vazou para a imprensa vinculando seu nome ao caso, causando prejuízos à sua imagem, mesmo sem ter nenhum envolvimento com os fatos narrados.

4) No que se refere à contabilidade da coligação “Coragem e Atitude para Mudar”, pela qual concorreu ao Governo nas eleições de 2014, o governador reitera que sua prestação de contas foi devidamente apreciada e aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MT), sem nenhuma ressalva, o que demonstra a correção e a legalidade da sua conduta e de sua coligação.

5) Por fim, o governador condena com veemência a tentativa de agentes políticos ligados ao governo anterior e seus desmandos de envolvê-lo em práticas que sempre combateu ou de fazerem exploração política de uma acusação infundada, descabida e criminosa, e reafirma seu compromisso de continuar realizando um governo popular, transformador, responsável e de combate firme e determinado às práticas da improbidade e da corrupção, que tantos prejuízos já causaram ao Brasil e a Mato Grosso, e pede que as autoridades do Ministério Público e Judiciário apurem com rigor e agilidade a referida delação, para que não pairem dúvidas sobre a verdade, por entender que ninguém está acima da lei.

Cuiabá-MT, 20 de novembro de 2016.

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