Imagem: secretaria de saúdeProblemas na parte elétrica do prédio da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso levaram a interdição da unidade na tarde desta quinta-feira (10), em Cuiabá. A determinação, em caráter liminar, é da Justiça do Trabalho que atendeu o pedido do Ministério Público do Trabalho que moveu uma ação pública contra o Governo por conta de irregularidades detectadas na SES.

A Justiça entendeu que a situação do sistema elétrico do local pode acarretar em incêndio, colocando em risco a vida dos servidores, empregados terceirizados em demais pessoas que passam diariamente pelo local. O magistrado Edemar Borchartt, da 2ª Vara do Trabalho de Cuiabá, entendeu que a Justiça do Trabalho é competente para julgar o caso porque, além de servidores públicos, trabalham no local empregados terceirizados.

A interdição no local segue até que comprovada a adequação as instalações elétricas aos equipamentos existentes no edifício, a troca dos extintores de incêndio, além da retirada dos gás confinado da copa. De acordo com o juiz são “medidas mínimas para a preservação da integridade de todos que trabalham do referido local”.

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Na decisão, Borchartt lembrou que em outubro de 2015 um princípio de incêndio foi constatado no primeiro andar das instalações após um curto circuito na rede elétrica, conforme noticiado pelo Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde e Meio Ambiente do Estado (Sisma-MT).

“A sobrecarga do sistema elétrico, por si só, já representa um grave risco à integridade dos trabalhadores, o qual é maximizado quando se leva em consideração que o prédio da SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE não possui saídas de emergência e que os extintores de incêndio estão vencidos desde 2007”, destacou em sua decisão.

O juiz alertou ainda para o fato de que se os problemas persistirem e não forem corrigidos, “há grande risco de que novo princípio de incêndio ocorra, não sendo difícil de se imaginar as consequências danosas de um edifício em chamas, repleto de trabalhadores e sem os mecanismos necessários para saída do local e primeiro combate aos focos de incêndio”.

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Na madrugada desta sexta, Borchartt deu um despacho autorizando o acesso e permanência de 16 servidores no prédio para finalizar o processo de pagamento a UTI’s, Hospitais e prestadores de serviços, dentre outros. Eles deverão permanecer no local até às 22h. A nova decisão atendeu a um pedido feito com urgência feito pela Governo do Estado.

Irregularidades

A ação judicial foi proposta pelo Ministério Público do Trabalho. Após ser informado pelo Conselho Estadual de Saúde sobre uma série de irregularidades, o MPT realizou uma inspeção no local no qual foram identificados vários problemas de violação às normas de higiene, saúde e segurança do trabalho.

Além dos problemas com a rede elétrica, o MPT apontou outras falhas, como a ausência de contrato de manutenção predial, de Projeto de Prevenção e Combate a Incêndio e Pânico pelo Corpo de Bombeiros, de alvará sanitário, de fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e de programas de Prevenção de Riscos e de Controle Médico da Saúde Ocupacional (PPRA e PCMSO), como previsto na legislação.

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Também foram verificadas irregularidades nos banheiros, a exemplo da falta de material de limpeza e para secagem das mãos, aparelhos sanitários com defeitos, teto sem e com forro caindo, vazamentos, fezes de ratos, ar condicionados sem manutenção, entre outros.

No inquérito instaurado pelo MPT, o Governo do Estado chegou a prestar alguns esclarecimentos, nos quais informava a correção de vários dos problemas. Todavia, conforme destacado pelo juiz Edemar Boarchat, nenhuma delas tratavam da solução dos problemas com a rede elétrica que poderiam resultar em incêndio.

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