Imagem: Membros da Defesa Civil resgatam crianças após ataque aéreo na cidade síria de Aleppo
Foto: Sultan Kitaz/Reuters

A oposição síria enviou uma carta ao presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para pedir seu apoio e acabar com o “banho de sangue” na Síria, país devastado pela guerra há mais de cinco anos.

“Desejamos reforçar nossa coordenação com você para (…) encontrar soluções justas e rápidas à ameaça do terrorismo sob todas as suas formas e manifestações, especialmente o terrorismo de Estado cometido pelo regime sírio contra (seu) povo”, escreveu Riad Hijab, coordenador do Alto Comitê para as Negociações (HCN) em uma carta dirigida a Trump na quarta-feira (9) à noite.
Washington lidera na Síria uma coalizão internacional que bombardeia posições do grupo Estado Islâmico (EI) e fornece apoio militar a alguns grupos rebeldes que fazem oposição ao regime de Bashar al-Assad.

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Depois de felicitar o presidente eleito, Hijab reiterou que os principais grupos da oposição confiam em obter seu apoio “para acabar com um banho de sangue entre os sírios e proteger os civis de forma eficaz”.
O conflito na Síria provocou mais de 300 mil mortes e o regime de Damasco foi acusado em várias oportunidades de cometer “crimes de guerra”.

Os rebeldes criticam o presidente Barack Obama por ser contrário a uma intervenção direta contra o regime.
Em uma entrevista ao jornal “New York Times” em julho, Trump criticou duramente a política “louca e idiota” de Barack Obama, que defendia uma transição política negociada com o regime ao mesmo tempo em que liderava a coalizão antijihadista.
Damasco não reagiu oficialmente à eleição do candidato republicano, mas internautas pró-governo expressaram satisfação nas redes sociais.

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