Imagem: clarice
A Cantora Clarice Falcão – Foto: Reprodução

Acho que a reação violenta que o clipe causou fala muito mais sobre quem assistiu do que sobre as imagens (imagens que todo mundo vê no espelho todo dia).”

O trecho está um post (leia, abaixo, a íntegra) da cantora Clarice Falcão no qual ela comenta a polêmica em torno do clipe da música “Eu escolhi você”. Foi publicado no Facebook nesta quinta-feira (22), um dia depois de o vídeo ter sido removido do YouTube por “violar as políticas do site sobre nudez ou conteúdo sexual”.

No clipe, aparecem várias pessoas nuas filmadas em close na altura do quadril dançando e brincando com seus órgãos sexuais.

Na nota, a artista ainda diz: “O clipe foi feito em uma noite na minha casa com amigos se divertindo, e sequer tem um diretor de fotografia”. Disse ainda que o vídeo “não tem a pretensão de ser um manifesto universal, um retrato do nosso tempo ou uma obra de arte cheia de camadas” e que “não é mais do que ele parece ser: um monte de partes íntimas com adereços baratos”.

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“Se eu quisesse fazer o clipe mais revolucionário da década eu juro que tinha chamado um diretor de fotografia.”

Procurada pelo G1, a assessoria da cantora não comentou o assunto, mas informou que em breve o vídeo de “Eu escolhi você” deve ser publicado em outra plataforma.

‘Para causar’

Antes, Clarice Falcão já havia feito comentários a respeito de “Eu escolhi você”, em posts no Twitter. Em um deles, escreveu: “Se não for para causar, melhor nem lançar nada”.

Clarice chegou a brincar com a possibilidade de o vídeo ser retirado do YouTube, mas disse não considerar sexualizada a nudez presente nas cenas. Também disse: “Gente, calma, é só piru e ppk”. Sua mensagem mais recente, de 21 de dezembro, é esta: “O que é mais chocante: pessoas terem genitais ou pessoas terem ódio de genitais?”.

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Em suas diretrizes, o YouTube avisa que vídeos com conteúdo sexualmente provocante têm menos probabilidade de serem aceitos. São permitidas, porém, cenas que contenham nudez, caso o intuito primário seja educativo, documental, científico ou artístico, que não seja uma exposição considerada gratuita. O Google, que controla o site, informou que não irá se posicionar sobre o caso.

Leia, abaixo, o comentário de Clarice Falcão sobre o clipe de ‘Eu escolhi você‘:

É muito estranho ver as pessoas falando do clipe usando termos como “casting”, “marketing”, “branding”, “crowd-networking-truck-liquid-trucking”. O clipe foi feito em uma noite na minha casa com amigos se divertindo, e sequer tem um diretor de fotografia. Eu fui pessoalmente comprar os adereços no Saara. Ele não tem a pretensão de ser um manifesto universal, um retrato do nosso tempo ou uma obra de arte cheia de camadas. Acho que a reação violenta que o clipe causou fala muito mais sobre quem assistiu do que sobre as imagens (imagens que todo mundo vê no espelho todo dia). O clipe não é mais do que ele parece ser: um monte de partes íntimas com adereços baratos. Se eu quisesse fazer o clipe mais revolucionário da década eu juro que tinha chamado um diretor de fotografia.

 

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