Imagem: Ronda e Amanda UFCCampeã peso-galo do Ultimate, Amanda Nunes fará a sua primeira defesa de título nesta sexta-feira contra Ronda Rousey, na luta principal do UFC 207, em Las Vegas, EUA.
Apesar de ser a detentora do cinturão, a brasileira viu a organização focar toda a promoção do card no retorno da rival ao octógono, mesmo com Rousey se mantendo reclusa e evitando o contato com a imprensa e com os fãs desde a sua derrota para Holly Holm, em novembro de 2015.

A dois dias do combate, Amanda ainda não encontrou a adversária nos bastidores do evento. Para a “Leoa”, o comportamento da ex-campeã dos galos faz parte de um jogo de intimidação:
– A Ronda dita muito o ritmo da luta com esses jogos mentais e as adversárias anteriores acabavam entrando muito nesse jogo. A primeira a não cair foi a Holly e eu acho que é por isso que a Holly Holm teve tanto êxito naquela noite. Mas não sei o que está errado com essa garota, sendo bem sincera. Se ela quer jogar esses joguinhos, está jogando com a pessoa errada. Estou muito focada e sei como vou pará-la – declarou a baiana em entrevista a um pequeno grupo de jornalistas em Las Vegas, nesta terça-feira.

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Uma das condições impostas por Ronda para lutar no UFC 207 foi não ter compromissos oficiais com a imprensa na semana do combate. Por conta disso, Amanda teve uma agenda bem reduzida de entrevistas. A baiana, porém, ressalta que não se importa com toda essa proteção que a rival vem recebendo da organização:

– Eu descobri (que não iríamos ter compromissos oficiais de imprensa) no mesmo dia que vocês da imprensa. Mas é bom para mim. Eu não gosto muito de dar entrevistas, gosto de focar na luta, entrar no octógono e fazer o meu trabalho. É bom para mim que a Ronda não esteja fazendo nada, porque posso descansar e focar no meu treino, em perder peso. É isso, o UFC basicamente me disse: “Você não tem nada para fazer essa semana”. Se eles determinassem, eu faria o treino aberto e tudo. Acho que eles deveriam ter forçado a Ronda a fazer essas coisas, mas não sei o que aconteceu. Se eu dissesse que não faria nada disso, certamente o UFC me obrigaria a fazer (risos). Não é fácil assim… Mas ok, eles amam a Ronda Rousey, o que eu posso fazer? A única coisa que posso fazer é acabar com ela e é isso que eu vou fazer.

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Durante o bate-papo com a imprensa, Amanda ainda afirmou que não acredita que o “sumiço” da rival vá atrapalhar o interesse dos fãs em assistir ao combate. A lutadora não revelou quanto deve lucrar com a luta, mas seu contrato certamente prevê uma participação da venda de pay-per-views:

– Eu acho que as pessoas estão aguardando a volta da Ronda. Ainda vai vender muito pay-per-view, mesmo sem ela dar entrevista. Essa é a questão. Vocês querem ver essa volta, certo? Mesmo que ela não esteja aqui para falar com vocês, vocês ainda querem ver, certo? Todo mundo quer ver essa luta, eu também. Eu não ligo (pra isso da promoção). Quando falei com o Dana White, eu disse que queria lutar contra alguém que fizesse da minha defesa de título uma grande luta. Eu queria ser a luta principal e, para que a minha defesa de título fosse imensa, teria que ser contra a Ronda Rousey, porque ela é o maior nome dessa divisão. Somente ela tornaria isso possível. Eles podem promover essa luta da forma que quiserem, mas no final das contas eu sou a melhor, eu sou a campeã e eu vou manter o cinturão – finalizou.

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O canal Combate transmite o evento nesta sexta, ao vivo e com exclusividade, a partir de 22h30. O Combate.com acompanha todos os detalhes do show em tempo real, além de exibir os dois primeiros duelos do card preliminar.

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