O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem (7), por 6 votos a 3, manter o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no cargo. Esse foi o resultado de uma articulação que durou dois dias e foi costurada pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, e pelo menos outros quatro ministros. Eles quiseram ‘suavizar’ a decisão do ministro Marco Aurélio Mello de afastar Renan Calheiros.

A ideia foi a de “baixar a poeira” em meio ao acirramento de ânimos entre Legislativo e Judiciário. Celso de Mello, decano da Corte, ficou com a função de apresentar uma saída considerada intermediária durante o julgamento. Ele, inclusive, pediu para votar logo depois do relator com o objetivo de abrir dissidência entre os ministros – Celso é geralmente o penúltimo a votar nas sessões do plenário.

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Durante seu voto, o ministro citou o impacto da liminar nas atividades do Senado e “a crise gravíssima e sem precedentes que assola o nosso país” para votar contra o afastamento de Renan do comando da Casa. O ministro destacou que, em caso de viagem de Temer ao exterior, sua substituição será feita pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), “inexistindo deste modo razão para adotar-se medida tão extraordinária quanto a preconizada na decisão em causa”. Renan é o segundo na linha sucessória de Temer, mas o entendimento consensual dos ministros do STF foi o de que o peemedebista está impossibilitado de ocupar interinamente a Presidência da República por ter se tornado réu na semana passada e responder à ação penal por peculato (desvio de recursos públicos).

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