Ao menos 19 pessoas morreram em distúrbios registrados nesta terça-feira (20) em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo (RDC), no dia em que terminaria o mandato presidencial de Joseph Kabila, segundo a Reuters.

Outras 45 ficaram feridas. O balanço foi divulgado pelo responsável pelo escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) no Congo, que acusa as forças policiais de usarem a violência para conter protestos.

Imagem: Confrontos  na República Democrática do Congo
Foto: John Bompengo/ AP

“Estamos muito preocupados com o uso excessivo da força por parte dos agentes do Estado, nomeadamente a polícia, a Guarda Republicana, a polícia militar e a Agência Nacional de Inteligência”, disse José Maria Aranaz.
A República Democrática do Congo (RDC) está mergulhada em uma crise política desde a questionada reeleição de Kabila em 2011, depois de uma votação marcada por fraudes em massa, segundo a France Presse.

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Os críticos de Kabila o acusam de ter orquestrado o adiamento da eleição e, assim, tentar alterar a Constituição para poder se candidatar à reeleição.
Os distúrbios explodiram nesta terça-feira nas maiores cidades da RDC, onde a oposição pediu ao povo que não reconheça Kabila como presidente.
O histórico líder opositor Etienne Tshisekedi declarou que o povo não pode mais reconhecer Kabila como presidente.
As maiores cidades ficaram sob controle militar e a população teve que permanecer em suas casas.

Kinshasa, a grande metrópole de 10 milhões de habitantes ficou totalmente paralisada, em meio a disparos em vários bairros da cidade, acompanhados de panelaço e apitaço.

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