Imagem: escritora francesa
Foto: BBC

A autora francesa Corinne Maier, que tem dois filhos, anuncia para quem quiser ouvir sua opinião de que, no mundo atual, os adultos estão tão obsessivos por seus filhos e tão exaustos por ter de cuidar deles que não têm energia para mais nada.

ndivíduos que não têm filhos são descritos como egoístas e cidadãos de segunda classe. Muitos deles se sentem pressionados a se justificar: ‘Eu não posso ter filhos, mas eu adoro crianças.’ Quando ouço isso, logo faço um comentário para inflamar a conversa. Algo como: ‘Eu tenho filhos, mas tenho razões para odiar crianças’.

Não que eu esteja na posição de defender a queda da natalidade. Visto que tenho dois filhos, não posso dizer aos outros: “faça como eu”. Mesmo assim, acho hipócrita esconder-me por trás de uma fumaça de idealismo (“não há nada mais bonito do que o sorriso de uma criança”) para justificar minhas opções questionáveis para a vida. Sou totalmente contra essa lavagem cerebral.
Já é hora de pararmos de vender a ideia de que bebês são sinônimo de felicidade. Chega dessa grande “ilusão sobre os bebês”!

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Ser mãe ou pai se tornou um trabalho que consome muito tempo. Muitos pais vêm se envolvendo de maneira excessiva na educação de seus filhos e se tornando “hiperpais”, presentes em todas as frentes – garantindo um café da manhã balanceado, levando a atividades extracurriculares, ajudando com a lição de casa…

Crianças custam uma fortuna. Na Espanha, por exemplo, as crianças custam entre 98 mil euros e 300 mil euros cada, segundo uma organização de consumidores.
Criar meus filhos não apenas me deixou exausta, mas também me levou à falência. Em breve, minha filha vai terminar seus estudos. Vou dar uma festa. Finalmente não ter mais que bancá-la. Que alívio!

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