O ex-secretário estadual de Educação, Permínio Pinto, de 50 anos, foi solto nesta segunda-feira (19) do Centro de Custódia de Cuiabá (CCC). Permínio estava preso desde julho deste ano suspeito de participar de um esquema de corrupção para desviar verbas da Educação. Ele foi preso na segunda fase da operação Rêmora, denominada “Locus Delicti”.
A juíza Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, revogou a prisão preventiva e substituiu a medida por uma prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica. Não foram estabelecidas medidas cautelares.

Imagem: Permínio Pinto
Foto- AGORA MT

De acordo com o advogado Artur Osti, Permínio foi solto por volta de 21h [horário de Mato Grosso], após cumprimento do alvará de soltura. Ele ainda não recebeu a tornozeleira eletrônica, no entanto, a Justiça de Mato Grosso deve marcar uma data para que o equipamento de monitoramento seja colocado.

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A soltura do ex-secretário ocorreu cinco dias após ele dizer, em depoimento à Justiça, que havia participado do esquema e que recebeu propina para dar assistencialismo político. Naquela ocasião Permínio negou ser um dos líderes.

Depoimento

Ele disse ter sido procurado por Alan Malouf em dezembro de 2014, que lhe apresentou uma proposta para que reavesse valores investidos na campanha de Taques. “Ele se apresentou como coordenador da campanha do governador e disse que havia participado pessoalmente da escolha do meu nome para assumir a secretaria [de Educação]”, disse.
Segundo Permínio, o plano era procurar os prestadores de serviço da Seduc para que entregassem parte do lucro ao grupo criminoso e o empresário teria lhe garantido que o esquema seria “algo muito discreto e que não chamaria atenção”.

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