Imagem: Moradores de Aleppo e rebeldes são retirados em comboios de ônibus
Foto: AFP

O Exército da Síria anunciou nesta quinta-feira (22) que retomou totalmente a cidade de Aleppo. O último comboio que transportava rebeldes e civis saiu da cidade na noite desta quinta (horário local), segundo comunicado.

A segunda maior cidade da Síria foi devastada por sucessivas ofensivas do regime e mais de quatro anos de combates, mas especialmente pelos bombardeios de exército sírio e de seu aliado russo nos últimos meses. As forças do governo ocupavam a zona oeste da cidade e, desde julho deste ano, formavam um cerco contra os rebeldes, que controlavam bairros do leste.
“Os quatro últimos ônibus que transportam terroristas e suas famílias chegaram a Ramusa”, bairro do sul de Aleppo controlado pelas tropas governamentais, indicou a televisão estatal síria.
Trata-se da maior vitória do regime sírio desde 2011, quando teve início a guerra, segundo a agência France Presse.

Leia também:  Homem que ameaçava matar o presidente da França é preso
Imagem: Rebeldes sírios são retirados de Aleppo nesta quinta feira (22)
Foto: YOUSSEF KARWASHAN / AFP

“Graças ao sangue de nossos mártires e aos sacrifícios das nossas valentes forças armadas, assim como às forças auxiliares e aliadas (…), o Estado maior das Forças Armadas anuncia o retorno da segurança Em Aleppo, após sua libertação do terrorismo e dos terroristas e da saída dos que continuavam ali”, diz o comunicado.
Trinta e um observadores da ONU chegaram na zona leste da cidade para supervisionar a fase final da operação, segundo anunciou nesta quinta Jens Laerke, porta-voz do escritório de coordenação dos assuntos humanitários da ONU (Ocha). A medida responde a uma resolução adotada em 19 de dezembro pelo Conselho de Segurança.

De acordo com um novo relatório do CICV, cerca de 34 mil pessoas foram retiradas desde o início da operação no enclave rebelde. Mas não foi divulgado um número oficial.
Munidos com armas de pequeno porte, rebeldes a bordo de vinte pickups, táxis e carros deixaram a cidade na parte da manhã, atravessando o posto de Ramussa, no sul de Aleppo, para chegar na zona rebelde a oeste da cidade, de acordo com um correspondente da AFP.

Leia também:  Surto de cólera aumenta e casos ultrapassam meio milhão no Iêmen

Aleppo, que já foi a capital econômica da Síria, virou o símbolo da guerra que devasta o país desde março de 2011 e que já provocou mais de 300 mil mortes.
Segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), a guerra da Síria deixou mais de 300 mil mortos desde o início.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.