Depois de ir ao pódio cinco vezes na São Silvestre e ver africanos festejarem ao seu lado, Giovani dos Santos acha que chegou a hora dele ser campeão da tradicional prova de 15km que fecha neste sábado, último dia de 2016, o calendário esportivo anual. Um histórico triunfo na disputa de 15km também faria com que ele atingisse duas metas: homenagear as 71 vítimas fatais do triste acidente com o avião da Chapecoense e curar a ferida causada por ele ter se lesionado na última tentativa de obter sua vaga olímpica nos Jogos do Rio 2016.

Na prova masculina, cuja largada é às 9h (de Brasília), o mineiro de 35 anos é o brasileiro com mais chance de acabar com a hegemonia africana desde 2010. Os principais favoritos são o queniano William Kibor e o etíope Dawitt Admasu.
– Está na hora de derrotar os africanos. Estou em uma boa fase, tenho vários adversários, mas não estou preocupado com eles. Me preocupo comigo, para correr bem e se, Deus quiser, subir no alto do pódio – disse Giovani, que ganhou o pentacampeonato da Volta da Pampulha, no início deste mês.
A tragédia com a Chape marcou muito o experiente atleta. Ele não ligava muito para futebol e agora se diz torcedor do time de Chapecó. Uma outra forma de homenagear os mortos será obter um grande resultado neste sábado, pensando principalmente na vitória.
– Não torcia por clube nenhum antes disso. Agora, sou torcedor da Chape. Quando completar a corrida, que espero que seja em primeiro lugar, vou fazer uma homenagem para eles.

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A São Silvestre também é encarada por Giovani como uma forma de esquecer a decepção com a não classificação para a Olimpíada do Rio 2016, em agosto. Ele tinha grande chance de obter a vaga nos 10 mil metros, mas sofreu um estiramento na coxa esquerda, no Troféu Brasil, em julho, na sua última tentativa de conseguir o índice olímpico.
– Eu fiquei bem chateado, mas depois coloquei a cabeça no travesseiro e pensei que as coisas acontecem porque precisam acontecer. Vou usar isso como combustível, como energia positiva, porque se eu vencer a São Silvestre vai ser melhor do que ir para a Olimpíada.

A São Silvestre reunirá cerca de 30 mil corredores de diversas partes do mundo, que percorrerão 15 km por ruas e avenidas de São Paulo. A largada será na Avenida Paulista, altura da rua Ministro Rocha Azevedo, e a chegada em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero. A programação no dia da prova começará às 8h20, com a categoria Cadeirantes. Em seguida, será a vez da elite feminina, às 8h40. A partir das 9h será a vez das pessoas com deficiência, pelotão de elite masculino e pelotão geral (masculino e feminino), nesta ordem.

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