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O cantor James Taylor em show de 1º de dezembro de 2016 em Washington, nos Estados Unidos (Foto: Mike Theiler/Reuters)

Cantor e compositor americano James Taylor, de 68 anos, cancelou uma apresentação nas Filipinas para mostrar sua oposição ao que classificou como as “inaceitáveis” mortes sem o devido processo judicial que têm ocorrido durante a guerra do governo filipino contra as drogas.

O artista vencedor do Grammy pediu desculpas aos fãs por desistir do show marcado para fevereiro em Manila, dizendo em um comunicado que concorda em se lidar com criminosos envolvidos com drogas de acordo com a lei, mas que é contra puni-los à margem dela.

“Que uma nação soberana processe e puna, de acordo com a lei, aqueles responsáveis pelo comércio ilegal de drogas é, claro, compreensível, até elogiável”, disse.

“Mas os relatos recentes das Filipinas sobre execuções sumárias de supostos criminosos sem julgamento ou processo judicial são profundamente preocupantes e inaceitáveis para qualquer um que ame o Estado de Direito”.

Mais de 6 mil pessoas foram mortas desde que o pragmático presidente filipino, Rodrigo Duterte, assumiu em julho e iniciou uma repressão severa. A polícia diz que um terço destes mortos são possíveis traficantes vitimados durante operações antinarcóticos.

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