Imagem: Transporte escolar
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O transporte escolar rural possui um papel fundamental na viabilização do acesso e permanência dos estudantes nas escolas. Isto ocorre porque grande parte dos estudantes que vive em áreas rurais necessita de meios que facilitem a sua locomoção aos ambientes escolares – caso contrário, muitos não conseguiriam concluir o ano letivo.

Em Mato Grosso, mais de 90 mil estudantes das redes estadual e municipais dependem do serviço. Todos os 141 municípios do Estado se beneficiam do programa, através de convênios com a Seduc, que funcionam através de gestão compartilhada.

Nessa cooperação, cabe ao Estado repassar os recursos para o transporte dos alunos e monitorar a frequência escolar de cada um deles. Já os municípios têm a responsabilidade de contratar ou prestar o serviço de transporte aos estudantes, assegurando veículos em perfeitas condições de uso e seguindo o calendário do ano letivo e horários da rede estadual.

O gerente de Transporte Escolar da Seduc, Antenor Jacob, informa que, atualmente, a Seduc transfere às administrações municipais R$ 2,05 por quilômetro rodado. Somente em 2016, o repasse aos municípios foi da ordem de R$ 76,5 milhões. “Os recursos foram divididos em 10 parcelas, e estamos com a agenda de pagamentos em dia”, diz.

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Devido à paralização dos profissionais da educação no final do primeiro semestre deste ano, a Seduc readequou o calendário letivo, e as escolas tiveram que repor aulas aos sábados e no período de férias dos alunos das redes municipais.

“Mesmo com os alunos dos municípios em férias, as prefeituras devem manter o transporte dos estudantes da rede estadual”, explica Jacob, ressaltando que, para garantir esse atendimento excepcional, a Seduc aportou recursos extras de cerca de R$ 4,6 milhões para os municípios.

Atendimento direto

Neste ano, a Seduc investiu também R$ 1,4 milhão para o transporte de estudantes de três unidades escolares estaduais na região da Serra de São Vicente, com contratos firmados diretamente com empresas de transporte.

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Além disso, R$ 64 mil foram aplicados no transporte fluvial dos alunos da Comunidade Barra do Piraim, no município de Barão de Melgaço, até o Porto Cercado, em Poconé.

Educação Especial

Em Cuiabá e Várzea Grande, a Secretaria realiza ainda o transporte de cerca de 250 alunos com deficiência, com a presença de monitor, de quatro unidades escolares de educação especial. “Esse serviço é fundamental para facilitar o acesso e a permanência deles na rede estadual de educação”, afirma o gestor de Transportes da Seduc, Geraldo Pansini.

De acordo com ele, para manter o serviço, a Seduc investiu cerca de R$ 1 milhão em 2016 – valor destinado à compra de combustível, manutenção dos oito ônibus utilizados e pagamento de salários de motoristas e assistentes.

Mudança de rotas

A preocupação com o bem-estar e com o aprendizado desses estudantes fez com que a Seduc revisse, neste ano, as rotas feitas pelos ônibus do transporte escolar. As medidas resultaram no aumento médio de permanência do aluno em sala de aula de duas horas diárias e economia estimada em R$ 300 mil.

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As alterações ocorreram após um estudo realizado pela própria Seduc, que apontou que os oito ônibus utilizados faziam percursos semelhantes – e que os alunos passavam, em média, quatro horas por dia dentro dos veículos.

“Considerando as peculiaridades de cada região, redefinimos as rotas e o tempo máximo das viagens, dentro de um estudo que serviu de base para a montagem dos quadros de horário de operação dos carros. Como isso, reduzimos em até duas horas o tempo de permanência do aluno no ônibus e diminuímos os quilômetros rodados diários de 1.600 para 900, além de remanejar motoristas. Isso resultou em uma economia equivalente a 11 mil quilômetros por mês”, enfatiza Pansini.

Segundo ele, a expectativa é reduzir ainda mais o custo, o que será possível com o remanejamento de alunos e a readequação e o mapeamento de novas rotas, dentro de uma gestão eficiente.

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