Imagem: Transporte escolar
Foto: Reprodução0

O transporte escolar rural possui um papel fundamental na viabilização do acesso e permanência dos estudantes nas escolas. Isto ocorre porque grande parte dos estudantes que vive em áreas rurais necessita de meios que facilitem a sua locomoção aos ambientes escolares – caso contrário, muitos não conseguiriam concluir o ano letivo.

Em Mato Grosso, mais de 90 mil estudantes das redes estadual e municipais dependem do serviço. Todos os 141 municípios do Estado se beneficiam do programa, através de convênios com a Seduc, que funcionam através de gestão compartilhada.

Nessa cooperação, cabe ao Estado repassar os recursos para o transporte dos alunos e monitorar a frequência escolar de cada um deles. Já os municípios têm a responsabilidade de contratar ou prestar o serviço de transporte aos estudantes, assegurando veículos em perfeitas condições de uso e seguindo o calendário do ano letivo e horários da rede estadual.

O gerente de Transporte Escolar da Seduc, Antenor Jacob, informa que, atualmente, a Seduc transfere às administrações municipais R$ 2,05 por quilômetro rodado. Somente em 2016, o repasse aos municípios foi da ordem de R$ 76,5 milhões. “Os recursos foram divididos em 10 parcelas, e estamos com a agenda de pagamentos em dia”, diz.

Leia também:  Nos últimos anos, Mato Grosso registra aumento de 57,65% na frota de veículos

Devido à paralização dos profissionais da educação no final do primeiro semestre deste ano, a Seduc readequou o calendário letivo, e as escolas tiveram que repor aulas aos sábados e no período de férias dos alunos das redes municipais.

“Mesmo com os alunos dos municípios em férias, as prefeituras devem manter o transporte dos estudantes da rede estadual”, explica Jacob, ressaltando que, para garantir esse atendimento excepcional, a Seduc aportou recursos extras de cerca de R$ 4,6 milhões para os municípios.

Atendimento direto

Neste ano, a Seduc investiu também R$ 1,4 milhão para o transporte de estudantes de três unidades escolares estaduais na região da Serra de São Vicente, com contratos firmados diretamente com empresas de transporte.

Leia também:  Mato Grosso reduz o número de homicídios dolosos em 10%; diz Sesp

Além disso, R$ 64 mil foram aplicados no transporte fluvial dos alunos da Comunidade Barra do Piraim, no município de Barão de Melgaço, até o Porto Cercado, em Poconé.

Educação Especial

Em Cuiabá e Várzea Grande, a Secretaria realiza ainda o transporte de cerca de 250 alunos com deficiência, com a presença de monitor, de quatro unidades escolares de educação especial. “Esse serviço é fundamental para facilitar o acesso e a permanência deles na rede estadual de educação”, afirma o gestor de Transportes da Seduc, Geraldo Pansini.

De acordo com ele, para manter o serviço, a Seduc investiu cerca de R$ 1 milhão em 2016 – valor destinado à compra de combustível, manutenção dos oito ônibus utilizados e pagamento de salários de motoristas e assistentes.

Mudança de rotas

A preocupação com o bem-estar e com o aprendizado desses estudantes fez com que a Seduc revisse, neste ano, as rotas feitas pelos ônibus do transporte escolar. As medidas resultaram no aumento médio de permanência do aluno em sala de aula de duas horas diárias e economia estimada em R$ 300 mil.

Leia também:  Cerca de 640 novos casos de Aids são registrados em Mato Grosso

As alterações ocorreram após um estudo realizado pela própria Seduc, que apontou que os oito ônibus utilizados faziam percursos semelhantes – e que os alunos passavam, em média, quatro horas por dia dentro dos veículos.

“Considerando as peculiaridades de cada região, redefinimos as rotas e o tempo máximo das viagens, dentro de um estudo que serviu de base para a montagem dos quadros de horário de operação dos carros. Como isso, reduzimos em até duas horas o tempo de permanência do aluno no ônibus e diminuímos os quilômetros rodados diários de 1.600 para 900, além de remanejar motoristas. Isso resultou em uma economia equivalente a 11 mil quilômetros por mês”, enfatiza Pansini.

Segundo ele, a expectativa é reduzir ainda mais o custo, o que será possível com o remanejamento de alunos e a readequação e o mapeamento de novas rotas, dentro de uma gestão eficiente.

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.