Fim de ano chegando e a  circulação de notícias falsas nas redes sociais parece não ter fim. Mas, levantar questões poderosas sobre a nossa responsabilidade ao compartilhar, isso é questão certeira.

Quem nunca compartilhou algo que era falso na internet e descobriu depois, que atire a primeira pedra. Afinal de contas, são bilhões de conteúdos despejados por segundos em nossa timeline todos os dias.

Antes que alguém culpe o Facebook sobre a responsabilidade em discernir o que é real e do que é falso, saiba que as equipes de Zuckerberg, Google e cia têm se esforçado para resolver este gap. O problema é que estas ações ainda não são o suficiente.

A questão provocativa não é sobre a tecnologia, e sim sobre o seu comportamento. Já que somos nós que devemos estar preparados para identificar o que é falso ou verdadeiro antes de publicar.

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A solução seria nos alfabetizar em metaliterância, que é a capacidade de dar sentido à quantidade de informação que recebemos todos os dias e distinguir o que é real do não real. Mas isso parece ser utopia em tempos onde partilhar é necessário.

Pesquisadores de Stanford descobriram que, quando se trata de avaliar informação que flui pelos canais digitais, somos facilmente enganados pela desinformação. E pasmem!!! A turma de 11 a 17 anos são os menos preocupados com a verdade e segurança nas redes sociais!

O mundo altamente conectado é carente de mecanismos editoriais e pessoas que certifiquem que não estamos compartilhando conteúdo falso e não estamos sendo enganados.

Ah! Antes que diga que isso pode ser tachado de censura, imagine se o Hugo Gloss, Kefera ou Xuxa, compartilhassem conteúdo fake com proposito de causar problemas? Certamente teríamos uma guerra mundial em um click.

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Os estragos poderiam causar problemas muito além da perda de uma conta no Instagram. Poderiam causar prejuízos financeiros em negócios que dependem da internet, incentivar a violência, e ainda causar danos irreparáveis a inocentes.

Agora imagine se Hitler, durante a Segunda Guerra Mundial, tivesse a sua disposição a internet? Em vez de ter matado 72.000.000 pessoas, seriam infinitamente mais, e teria dizimado continentes inteiros, apenas com a propagação de sua campanha nazista.

Agora me responda: ainda acha que a responsabilidade pela circulação de informação falsa é do Facebook? Se for o caso, temos alguns plug-ins e sites que podem ajudar a identificar o que é fake, como o FIB e o Boatos.org.

Se isso não for o bastante, ainda podemos checar a informação em jornais renomados, site seguros, e fazer as famosas perguntas: Porque? Como? Onde? E quando?

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Enquanto as redes sociais oferecem a oportunidade de todos serem ouvidos, há a desvantagem de que podemos compartilhar informação errada, imagens alteradas e notícias inverídicas, alterando radicalmente a nossa percepção da realidade.

Para isso é necessário que as pessoas compreendam que, por mais segura que seja a tecnologia, nada vai substituir o bom senso quando compartilhamos algo nas redes sociais. #Falei e pronto.

Por Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia, escreve para o Belicosa.com.br.

 

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