A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou nesta segunda-feira (5) que identificou 41 boinas azuis do Burundi e do Gabão que supostamente cometeram abusos sexuais enquanto atuavam na República Centro-Africana entre 2014 e 2015.

Os possíveis agressores – 25 burundineses e 16 gaboneses – foram reconhecidos em fotos por vítimas e testemunhas e identificados através de outras provas em uma investigação de mais de quatro meses de duração, de acordo com o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric.

Imagem: soldados das forças de paz acusados de abusos sexuais
Foto: Andreea Campeanu/Reuters

Ao todo, os investigadores entrevistaram 139 possíveis vítimas de abusos em Dekoa, uma subprefeitura de Kemo, mas a maioria das pessoas não conseguiu identificar os agressores ou apresentar evidências. Das supostas vítimas, 25 são menores de idade e oito reivindicaram a paternidade de seus filhos, seis delas menores.

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A investigação foi feita pelo Escritório de Serviços de Supervisão Interna da ONU (OIOS, sigla em inglês) com o auxílio de especialistas do Burundi e do Gabão e começou em abril, depois que foram revelados vários supostos casos de abusos em Dekoa. Segundo Dujarric, os investigadores se basearam principalmente em depoimentos de possíveis vítimas e testemunhas, ante a falta de provas legais, pois a maioria dos casos aconteceu um ano antes, ou seja, 2013 e 2014.

O porta-voz da ONU informou que a organização passou as conclusões da investigação aos governos do Burundi e do Gabão, incluindo os nomes dos identificados, e espera “ações legais apropriadas para assegurar responsabilidade criminal”.

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