Coletiva no cisc osvre a operação CANINDÉ realizada pela policia civil de MT:MS em Rondonópolis - Foto: Ronaldo Teixeira /AGORA MT
Coletiva na 1ª DP operação CANINDÉ realizada pela policia civil de MT/MS em Rondonópolis – Foto: Ronaldo Teixeira /AGORA MT

Vários veículos e objetos foram apreendidos e 7 pessoas foram presas em Rondonópolis durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na fase de conclusão de investigação da ‘Operação Canindé’, voltada aos crimes de estelionato e associação criminosas, realizada na manhã desta terça-feira (6). No total, 12 pessoas foram detidas nos estados de MT e MS, sendo calculado o valor de R$ 2 milhões em prejuízos com os golpes de estelionato.

Os mandados foram cumpridos em residências, mercados, transportadoras e fazendas onde foi possível aprender maquinários obtidos por meio fraudulento.

A operação está sendo desenvolvida pela Delegacia Especializada em Combate ao Crime Organizado (DECO), da Polícia Civil do estado de Mato Grosso do Sul juntamente com a  equipe da Polícia Civil (PC) da regional de Rondonópolis. As investigações iniciaram em julho do ano corrente através de informações que chegaram na DECO sobre a formação de uma empresa fictícia, montada fraudulentamente com fim específico de aplicação de golpe de estelionato.

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Dra Ana Claudia Medina delegada da policia civil do MS Foto: Ronaldo Teixeira /AGORA MT
Dra Ana Claudia Medina delegada da policia civil do MS Foto: Ronaldo Teixeira /AGORA MT

De acordo com a delegada da DECO, Ana Cláudia Medina, a organização criminosa é especializada em crimes voltada principalmente na aquisição de maquinários agrícolas através da prática conhecida no meio policial como ‘Golpe da Arara’ e por isso a operação é denominada como Canindé.

“Cerca de 12 integrantes dessa organização criminosa se estruturaram e através da divisão de tarefas vinham praticando diversos estelionatos por meio de uma empresa fictícia denominada  ‘Soares e Rocha – construtora limitada’ fazendo vítimas em todo país” explicou a delegada.

Ainda conforme a delegada, algumas vítimas já se deslocaram para levar os materiais recuperados e os detidos serão encaminhados para ao poder judiciário de MS para que eles  procedam a fase de ação penal.

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“No ‘Golpe da Arara’, eles adquiriam os produtos e já faziam dinheiro com os materiais. Um dinheiro ilícito repassando esse material para outras pessoas também falsificando a documentação para dar uma maquiagem de ilegalidade a essas negociações que na verdade são criminosas” esclarece Medina.

A delegada ainda orienta que antes de adquirir um produto é preciso se certificar sobre quem são as pessoas que estão negociando. “No caso específico das empresas é preciso saber o tempo de sua constituição, procurando falar com o proprietário do local, identificar essas pessoas e se cercar de documentação, principalmente quando adquirindo objeto que vem desse tipo de empresa, verificar a proporção dos valores de mercado e os que estão sendo apresentado, pois muitas vezes o que leva a essa efetiva compra é exatamente o valor mais acessível sendo preciso verificar a nota desses produtos” conclui.

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