Imagem: polícia federalUma carga de remédios usados no tratamento de leucemia crônica e tumores gastrointestinais, avaliada em cerca de R$ 5 milhões, simplesmente desapareceu. Os medicamentos, transportados por um caminhão da empresa Airway Ltda, do Instituto Vital Brazil (IVB), em Niterói, Rio de Janeiro, para a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, nunca chegaram a seu destino. A Polícia Federal investiga o caso.

O IVB confirmou ao Globo que fora notificado do extravio de 86.450 comprimidos de 400 miligramas de Imatinibe, como é conhecido o remédio.

O oncologista Alfredo Garischi afirmou ao jornal que o Imatinibe foi desenvolvido pelo laboratório Novartis e é recomendado no tratamento de leucemia mieloide crônica e de GIST, um tumor muscular no aparelho digestivo. “Em casos de leucemia mieloide crônica, tem de ser tomado a vida inteira. Pacientes com GIST devem utilizá-lo por pelo menos dois anos”, disse Garischi.

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Desde 2013, o IVB fabrica o Imatinibe nas versões 100 e 400 miligramas, que são distribuídas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em julho, notícias davam conta da falta do medicamento em unidades de saúde. Diante do sumiço, o Ministério da Saúde confirmou a liberação de 57 mil comprimidos para evitar a falta do remédio em São Paulo. Em uma clínica privada, o uso do Imatinibe chega a custar R$ 10 mil mensais.

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