O prefeito do município de Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá, Roberto Angêlo de Farias, vetou o reajuste de quase quatro vezes no valor recebido pelos vereadores como verba indenizatória. A proposta havia sido aprovada pelos parlamentares em sessão ordinária na terça-feira (13). Do total de 15 vereadores, apenas um foi contrário ao projeto.

Imagem: prefeito veta verba idenizatória
Foto: Konrad Felipe Hencke/Câmara de Barra do Garças

Com a aprovação do projeto, os parlamentares passariam a receber R$ 6,6 mil de verba indenizatória. Atualmente, o valor pago é de R$ 1,7 mil. O projeto que aumenta o repasse é de autoria de cinco vereadores, entre eles, o presidente da Casa de Leis, Miguel Moreira (PDT).

No veto, assinado na sexta-feira (16), o prefeito pede que os parlamentares repensem a proposta e “usassem o bom senso”, tendo em vista a crise econômica que o país passa. Ao G1, Farias disse que em uma conversa com os vereadores pediu que eles tivessem prudência. “Quem ganha é a cidade como um todo”, afirmou. Farias foi reeleito para o cargo no último pleito.

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Projeto
Em um ofício, o vereador Miguel Moreira diz que acatou a decisão do prefeito. Para ele, o valor que pago está defasado desde o pleito anterior e precisava ser revisto. No entanto, ele não quis comentar o valor do aumento. Moreira cumpre o sexto mandato e foi reeleito.

No projeto, os vereadores justificam que o dinheiro deve ser utilizado, por exemplo, para o pagamento de serviços postais, deslocamentos dentro do município e aquisição de material não oferecido pela Câmara.
Ao todo, somando o salário de R$ 8 mil e a verba indenizatória, cada vereador deve receber cerca de R$ 14, 6 mil por mês. De acordo com o projeto, o vereador não precisa fazer a prestação de contas das despesas pagas com o dinheiro da verba indenizatória.

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O vereador Odorico Cardoso (PT) votou contra o aumento e chamou o projeto de injusto. “Não é certo aprovar um aumento de verba indenizatória sabendo que os servidores públicos não vão ter aumento. Votei contra, porque é injusto com a saúde que não tem remédio e com a educação que foi sucateada”, declarou.

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